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domingo, 7 de dezembro de 2014

Atividades Coletivas na creche: é possível?

Professoras Milene Pereira Martins Franchi, Carla da Silva Cuerva Valincius e Maria Ignêz Mazzaro da Costa Longo
Creche Paranapiacaba

Berçário, 1º Ciclo Inicial e 1º Ciclo Final

A Creche Paranapiacaba está inserida em uma pequena comunidade turística, ao pé de um morro e com um clima bem atípico. Conta apenas com três salas de aula, um pátio pequeno e o parque que fica em outro prédio fora da Creche. Todos os alunos frequentam o período integral. Ao refletirmos sobre o espaço e o cansaço desses alunos no período da tarde, chegamos à conclusão sobre a necessidade de planejarmos atividades coletivas e diversificadas, nas quais seriam garantidos o cuidado, a socialização, o desenvolvimento cognitivo, ético, moral e o bem estar de nossas crianças.

Nosso projeto leva em consideração os aspectos climáticos da Vila, o espaço físico restrito e a riqueza histórica de Paranapiacaba. Sendo assim, utilizamos no dia-a-dia diferentes locais para concretizarmos nossas atividades coletivas, tais como parque externo da creche, parque de areia da Vila, parque do Clube Lira e as diversas áreas verdes que a Vila nos proporciona. Dessa forma desenvolvemos ações como Contação de História com fantoches, Caça ao Tesouro, Circuitos diversos, e o Dia de Quem Cuida de Mim, projeto que enfatiza a importância da família na escola. Por trabalharmos em um lugar tão distante e com características tão peculiares, achamos importante que a Rede conheça a rotina e os projetos desenvolvidos em nossa creche, mostrando que tudo é possível quando se trabalha em equipe!

sábado, 6 de dezembro de 2014

Jogos matemáticos no processo de ensino e aprendizagem

Professoras Sandra Oliveira e Maria Paula Rizzo
EMEIEF Professora Therezinha Monteiro Barros Nosé

2º ano do Ensino Fundamental

Com os objetivos de estimular a aprendizagem da Matemática através de recursos pedagógicos que despertem no aluno o interesse e o gosto pelo estudo da disciplina e estimular o gosto pela disciplina de Matemática, alterando a rotina da turma com atividades diversificadas, visando aumentar a motivação, concentração e aprendizagem dos conteúdos da disciplina, desenvolvemos atividades envolvendo jogos para trabalhar a matemática em sala de aula. Essas práticas tornaram semanais. Ora os alunos escolhiam os jogos e os jogavam livremente, ora um jogo específico era utilizado sob orientação e com propósito de auxiliar aos alunos a compreensão de novos conceitos matemáticos. As opções mais frequentes foram: quebra cabeça, jogo da velha, damas, etc... Construímos um dominó gigante (a base era fitas de vídeo). A intenção maior era fazer com que os alunos se apropriassem das 28 peças do dominó, quantidade de vezes que cada número aparece (de 0 a 6). A construção do jogo envolveu várias aulas e foi muito além do encapar as fitas e colar as quantidades correspondentes de bolinhas. Trabalhamos: agrupamentos, sequências numéricas, adição, multiplicação, cores, formas geométricas planas, etc.

O conceito trabalhado foi registrado pelos alunos, as regras também combinadas, até a culminância: o jogo em si.


Alfabetização com Músicas

Professora Gisele Nadim R. Oliveira
EMEIEF Professora Therezinha Monteiro Barros Nosé

1º ano do Ensino Fundamental

O objetivo do trabalho com parlendas, trava-línguas, rimas, cantigas e quadrinhas é refletir sobre o sistema de escrita, estabelecendo relação entre a fala e a escrita.

Com o texto na mão, sabendo de cor, o aluno tem o desafio de ajustar aquilo que fala àquilo que está escrito, e, com o apoio do professor alfabetizador, acaba por analisar o texto e buscar relações entre as letras e os sons.

Esta é uma atividade que cria problemas para diferentes níveis de conhecimento, promovendo a aprendizagem para todos os níveis de escrita.

Desenvolvemos esse trabalho em várias etapas: roda de conversa sobre a música escolhida, cantamos muito com gestos e letra da música, ordenamos o texto fatiado da canção, focamos nas palavras chaves da música e começamos a refletir sua escrita utilizando estratégias variadas, chegamos, então, nas atividades escritas: cruzadinhas, completar... utilizando das palavras chaves, reescrita de memória coletiva e reescrita de memória individual.

Cada etapa foi realizada com diversas parlendas e textos de memória conhecidos dos alunos. Esse trabalho virou um projeto que foi desenvolvido ao longo do ano letivo.


sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Música, quem canta se alegra

Professoras Alessandra, Ivanete, Patricia e Sirlene
EMEIEF Carolina Maria de Jesus

Com o objetivo de ampliar o vocabulário oral por meio de atividades orais e musicalização, bem com repertoriar o educando no universo das cantigas e brincadeiras cantadas. O projeto “quem canta se alegra” contempla de maneira interdisciplinar estes aspectos envolvendo a todos, com atividades de expressão corporal e musicalização. No contexto escolar da educação infantil, a musica é elemento essencial para desenvolver nos educando a apreciação, para ampliar o vocabulário e apresentar à eles como é vasta a nossa cultura musical por meio das cantigas de roda e brincadeiras cantadas. “O ideal seria alfabetizar letrando, ou seja: ensinar a ler e escrever no contexto das práticas sociais da leitura e da escrita, de modo que o indivíduo se tornasse, ao mesmo tempo alfabetizado e letrado” (Soares, 2005, p. 47).


Motricidade, jogos e brincadeiras no processo de alfabetização e letramento

Professor Esp. Claudio Aparecido de Sousa
EMEIEF Carolina Maria de Jesus

Sabemos que a Psicomotricidade é a ciência que tem como objeto de estudo o homem através do seu corpo em movimento, onde o corpo é a origem das aquisições cognitivas, afetivas e orgânicas. Para Ferreiro (2001), a psicogênese realiza um processo de recontar a escrita, para a autora esse processo irá se constituindo pelos caminhos da formação do símbolo (imitação, jogo simbólico, desenho), caminhos que se intensificarão com o lúdico, a brincadeira e o jogo. A criança percebe seu próprio corpo por meio de todos os sentidos, capta imagens, recebe sons, sente cheiros e sabores, dor e calor, movimenta-se.

O processo de adaptação do indivíduo ao ambiente está relacionado à memória e experiências vivenciadas. Brincar é um ato social que permite uma comunicação através de gestos, mesmo que não haja comunicação verbal. É no brincar que a criança tem a oportunidade de expressar o que esta sentindo ou necessitando, daí a importância do faz de conta. (Freire, 1989).

Jogos pedagógicos na sala de aula

Alexandra A. Liberato Trevisan e Maria Matilde Antonelli
EMEIEF Carolina Maria de Jesus

Trata-se de uma experiência desenvolvida com os alunos dos terceiros anos do Ensino Fundamental I, a partir do pressuposto de que os jogos oferecem inúmeras possibilidades de melhorar o raciocínio lógico das crianças durante o envolvimento dessas atividades em sala de aula.

Os jogos foram confeccionados pelas alunas do Curso de Pedagogia do CUFSA (Centro Universitário Fundação Santo André) participantes do PIBID (Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência), em parceria com a professora titular da classe. No intuito de aguçar a curiosidade das crianças, os jogos foram depositados em um carrinho intitulado “Hora do Jogo”. Enquanto jogam, as crianças planejam ações, projetam e criam estratégias próprias para resolução encarando o “erro” como forma de aprender novos conceitos.

Os resultados mostram que, para serem bem sucedidos, os jogos na sala de aula devem contar com planejamento, objetivos e intencionalidade. O “olhar” atento do professor permite subsidiar o processo com intervenções pedagógicas de intensificar ou diminuir os desafios para que as crianças se sintam motivadas a ultrapassar as etapas. É nesse ambiente de ações e trocas que as crianças “aprendem a respeitar regras, a exercer papéis diferenciados e controles recíprocos, a discutir, a chegar a acordos” (PARRA; SAIZ, 1996, p. 223).


quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Aprendendo a jogar e jogar para aprender

Professora Claudia Rebeca Kielblock Ferreira Pereira
EMEIEF Salvador dos Santos

2º ano - Ensino Fundamental

Socialização de jogos confeccionados pela professora Rebeca para uso em sua classe.

Serão apresentados: jogos de percurso e tabuleiro com adaptações voltadas para o desenvolvimento dos alunos.Os jogos foram confeccionados em parceria com a turma.

Segundo Piaget (1975), através do jogo as crianças constroem o conhecimento sobre o mundo físico e social, desde o período sensório-motor até o período operatório formal. O jogo pode ser definido como “o conjunto de atividades às quais o organismo se entrega principalmente pelo prazer da própria atividade” (Kami e Devries, sd, p. 29).

Amarelinha

Professores Vinícius dos Santos Moreira e Juliana do Nascimento
EMEIEF Doutor Janusz Korczak e EMEIEF Professora Maria da Graça de Souza

Educação Infantil e Ensino Fundamental I

Como um dos conteúdos da Educação Física, os jogos e brincadeiras tradicionais se mostram como uma excelente ferramenta para o desenvolvimento integral do aluno. Nesse relato de experiência em que está sendo utilizada a brincadeira amarelinha, pretendemos compartilhar o andamento do trabalho que está sendo realizado com objetivo de resgate de brincadeiras tradicionais com ênfase nas dimensões conceituais, procedimentais e atitudinais. Nesse sentido estamos atuando em duas escolas: EMEIEF Dr. Janusz Korczak (Valparaiso) e EMEIEF Maria da Graça de Souza (Vila Floresta), com turmas da Educação Infantil e Ensino Fundamental I. Na metodologia foram adotadas algumas características do modelo didático de investigação na escola, que tem como finalidade educativa, o enriquecimento do conhecimento dos alunos, numa direção que conduza para uma visão mais complexa e crítica da realidade, sem deixar de dar prioridade para a ludicidade. Dessa maneira, busca relacionar os conhecimentos da disciplina de Educação Física com os conhecimentos prévios do cotidiano dos alunos.

Alguns resultados e investigações durante as aulas até o momento mostram que parte dos alunos nunca tinham vivenciado essa brincadeira de maneira sistematizada. Aos poucos os alunos foram demonstrando interesse e interagindo com os colegas já “experientes” para a realização da atividade, compartilhando os conceitos, procedimentos e desenvolvendo atitudes necessárias para brincar. Verificou-se também, a necessidade de planejar as ações visando diversificar as maneiras de jogar, respeitando a criatividade dos alunos para ampliação do repertório motor, e ainda, a possibilidade de se trabalhar de maneira interdisciplinar, tendo em vista que essa brincadeira envolve sequências numéricas, formas geométricas e cores.

Dança e suas possibilidades educativas

Professora Jaqueline Gonçalves Bonini Chasseraux
EMEIEF Professora Maria da Graça de Souza

2º Ciclo do Ensino Fundamental

Objetivo: Desenvolver a consciência da corporeidade através da dança como forma de expressão.


Ao ingressar na escola a criança traz consigo um conhecimento amplo a respeito de seu corpo, mas que muitas vezes não foi despertado. A criança nasce, desenvolve-se e cresce, vivenciando experiências através do próprio corpo. Este é o meio de ação para explorar e conhecer o espaço em que vive, interagindo com as pessoas que a cercam. Em todas as fases, observa-se a importância do corpo como forma de expressar emoções. A criança necessita de experiências que possibilitem o aprimoramento de sua criatividade, atividades que favoreçam a sensação de alegria, que a partir daí, ela possa retratar e canalizar o seu humor, seu temperamento, através da liberdade de movimento, explorando-o e permitindo que suas fantasias aflorem em seus movimentos, numa corporeidade plena e consciente.

Dançar é, pois, a efetivação da corporeidade através de uma experiência transcendente, na qual se vivencia o processo de aprendizagem na educação. O trabalho da dança educacional, quando preocupado em deixar fluir dos educando suas emoções, seus anseios e desejos, através dos movimentos permitirá que o sujeito se revele e desperte para o mundo, numa relação consigo e com os outros, de forma consciente. Contudo, na medida em que favorece a criatividade, pode trazer muitas contribuições ao processo de aprendizagem, se integrada com outras disciplinas além de promover experiência lúdica. O trabalho com o corpo gera a consciência corporal. O aluno questiona-se e começa a compreender o que passa consigo e ao seu redor, torna-se mais espontâneo e expressa seus desejos de modo mais natural. O aprendizado da dança deve integrar o conhecimento intelectual e criatividade do aluno, desenvolvendo os pilares da educação: aprender a conhecer; aprender a fazer; aprender a viver juntos; aprender a ser. (DELORS, 1996).

Segundo o Coletivo de Autores (1992), a Educação Física possui conhecimentos específicos a serem tratados pedagogicamente, sistematizados no contexto escolar. Dentre esses conteúdos, materializados na expressão corporal como linguagem, encontra-se a dança. A dança na escola não deve priorizar a execução de movimentos corretos e perfeitos dentro de um padrão técnico imposto, gerando a competitividade entre os alunos. Deve partir do pressuposto de que o movimento é uma forma de expressão e comunicação do aluno, objetivando torná-lo um cidadão crítico, participativo e responsável, capaz de expressar-se em variadas linguagens, desenvolvendo a auto- expressão e aprendendo a pensar em termos de movimento (MARQUES, 2003).

Diante do exposto, passei a questionar qual seria a proposta de dança realmente condizente com o ensino/aprendizagem no ambiente escolar. No que se refere a Dança Educativa destaca-se a proposta de Rudolf Laban que possibilita ao aluno expor-se por seus próprios movimentos, educa conforme o vocabulário de movimento de cada um, contribuindo para o desenvolvimento emocional, físico e social do participante. Rudolf Laban possibilita ao aluno expor-se por seus próprios movimentos. Não ensina apenas a forma ou a técnica, mas educa conforme o vocabulário de movimento de cada um, contribuindo para o desenvolvimento emocional, físico e social do aluno. Com base em sua Teoria Do Movimento, apliquei atividades em formas de jogos que explorassem as ações corporais como saltar, girar, rolar, torcer, flexionar, estender e os quatro fatores do movimento destacados por Laban que são fluência, espaço, tempo, peso. A proposta foi realizada com o segundo ciclo do ensino fundamental da EMEIEF Maria da Graça, Vila Floresta, Santo André.


Durante a apresentação:

  • Questões indicadas pelos participantes
  • Envolvimento dos alunos
  • Sugestões do grupo ao trabalho apresentado

Jogos matemáticos na Educação Infantil

Professora Cilmara Leonete Rodrigues Braga
EMEIEF Padre Fernando Godat

Educação Infantil Final

Resolvi trabalhar com os jogos matemáticos na educação infantil, pois queria que as crianças entrassem em contato com o universo matemático de maneira prazerosa, utilizando de seus conhecimentos prévios e construindo novos saberes.

Iniciei, por conta da faixa etária, primeiramente os jogos corporais como: amarelinha, jogo do dado, pega-pega. E a cada jogo fazíamos uma pesquisa sobre a origem e as regras dos mesmos. Após jogarmos cada criança fazia o seu registro. Ao registrar colocam em jogo seus saberes e tornavam possível avaliar o que já sabiam e o que ainda precisavam compreender melhor.

Depois partimos para o uso de jogos mais estruturados e também a confecção de novos jogos.

Durante todo o processo pude perceber um avanço tanto de habilidades quanto de aquisição de conceitos.

Após utilizarmos os diversos jogos, oferecemos aos pais a oportunidade de passarem uma tarde jogando com seus filhos.

Desta vez foram as crianças que ensinaram os pais a jogar, e a situação foi muito proveitosa para todos.

Jogos cooperativos

Professores Adriana Costa, Ana Carolina Nogueira e Célio Santos
EMEIEF Augusto Boal, EMEIEF Vinícius de Moares, EMEIEF Professor Darcy Ribeiro

Atividade realizada na EMEIEF Professor Darcy Ribeiro, onde apresentamos atividades relacionadas aos jogos cooperativos. Com objetivo dos jogos serem trabalhados com os alunos nas aulas de Educação Física. Os Jogos Cooperativos desenvolvem vários valores sociais, tais como: Construção de uma relação social positiva; Empatia; Cooperação; Comunicação; Participação; Autoestima; Alegria.

Segundo Brotto (2001) nestes jogos, chamados cooperativos, é importante deixar claro para todos os participantes que: não há seleção dos melhores porque cada um é vital para o jogo do momento, não há primeiro nem último lugar porque o lugar que ocupamos é nosso lugar comum, não há vencedores nem perdedores porque jogamos para 'VenSer', para vir a Ser quem somos plena e essencialmente, não há adversários porque somos todos parceiros de uma mesma jornada, não há troféus, medalhas ou outras recompensas porque já ganhamos tudo o que precisávamos ter. Para saber que a verdadeira conquista é poder continuar jogando uns com os outros, ao invés de uns contra os outros. Aprende-se a considerar o outro que joga como um parceiro, e não como adversário, fazendo com que a pessoa aprenda a se colocar no lugar do outro, e não priorizar seu lado, resultando assim na ação de aceitar todos como são verdadeiramente. Nos jogos cooperativos o maior prêmio é a alegria!!


Doze dias, doze minutos

Professora Cleide Gonçalves Silva
EMEIEF Augusto Boal

2º ano Ensino Fundamental

No segundo trimestre iniciou-se um trabalho baseado no livro "Doze Dias, Doze Minutos", de Celso Antunes, que teve utilização de jogos, confeccionados com materiais simples, como estratégia para o desenvolvimento do raciocínio lógico-matemático dos alunos.

Através deste, foram desenvolvidas as habilidades básicas necessárias à resolução de problemas, ao cálculo mental e às técnicas operatórias simples, que possibilitaram a aprendizagem de maneira lúdica e prazerosa, pois como destaca Antunes “os estímulos procedimentais não substituem estímulos experimentais, mas estes também não substituem aqueles. Ambos são imprescindíveis”, e isso foi vivenciado na rotina da sala.

Buscando autonomia com prazer

Professoras Luciana Dias Budrevicius Mazeto, Marisa de Almeida dos Santos e Sandra Maria Cavalcanti Ribeiro
EMEIEF Machado de Assis

Para que possamos desenvolver a autonomia das crianças, é importante oferecer situações nas quais elas possam desenvolver seu potencial com ajuda de outros. Percebemos que esse tipo de atividade é fundamental para o desenvolvimento do aluno. No trabalho com interclasses, é possível proporcionar a diversidade de opiniões, onde ocorre a mediação das situações-problema e assim, o desenvolvimento da aprendizagem.

Temos como objetivo nesse trabalho com interclasses, o desenvolvimentos da autonomia das crianças, o que não significa deixar fazer por fazer e sim, uma interação entre os grupos com intervenção do professor onde tomam decisões e resolvem situações-problema que surgem durante as atividades.

As atividades foram planejadas da seguinte forma:

Semanalmente realizamos na quadra atividades de circuito, onde os alunos das três turmas estão juntas, participando das mesmas atividades.

Após vivenciarmos o circuito na quadra, achamos importante que as crianças pudessem praticar, de forma autônoma, a locomoção nos espaços da escola e a escolha de atividades a serem realizadas.

Planejamos, então, atividades interclasses de Artes que são realizadas quinzenalmente. Essas atividades incluem: dobraduras, pinturas com tintas, esculturas com massinhas, confecção de brinquedos com sucatas, recorte e colagem, atividades teatrais com fantoches entre outras.

Apresentamos às crianças as três atividades que serão realizadas naquele dia. Cada criança escolhe a atividade que quer realizar e sempre leva o produto final para casa.

Em outros momentos, realizamos o circuito com brinquedos e pecinhas, onde eles passam pelas três salas no mesmo dia para brincarem, vivenciando a autonomia de forma prazerosa.

Brincadeiras, descobertas e muita diversão!!!

Professora Luciana Silva Gongora dos Santos
Creche Brasil Marques do Amaral

1º Ciclo Inicial - Educação Infantil

Resumo: Trabalhamos com dois Projetos: Identidade, Contos de Fadas e uma sequência de atividades sobre música.


A atividade disparadora que nos deu subsídios para iniciarmos as sequências de atividades foi o conto de fadas dos 3 Porquinhos, pois este conto nos possibilitou a exploração de instrumentos musicais (violino, piano e a flauta), que eram utilizados pelos personagens do conto, no decorrer apresentamos e exploramos os sons de outros instrumentos, através de apresentação de violino realizada pela educadora Mirian, exploração dos instrumentos musicais da bandinha da escola, atividades de sons produzidos pelo próprio corpo, apreciação e escuta de diversos sons.

Os contos de fadas contagiaram as crianças, possibilitando diversos aprendizados tais como: o desenvolvimento da oralidade (rodas de conversas, gravações de áudios, contação de histórias (utilização de fantasias, máscaras, pelos adultos e pelas crianças), momentos lúdicos, culinárias.

Realizamos diversos momentos em que contávamos histórias com a utilização de fantasias, máscaras, pelos adultos e pelas crianças, estes recursos significavam estes momentos e traziam magia para o imaginário das nossos pequenos.

Trabalhamos a identidade dos alunos com a utilização de diversos recursos, tais como: identificação dos objetos e pertences das crianças, colmeia com respectivas fotos e nomes, chamadinha diária com recurso gráfico, incentivar as crianças chamar o colega e educadoras pelos seus respectivos nomes (extinção da nomenclatura Tia), atividades lúdicas cantigas em que sejam inseridos os nomes de todos, confecção do tapete com fotos individuais e coletiva.

O teatro do conto da Branca de Neve ganhou destaque na sequência de atividades realizadas pelo conto, pois antes de fazermos o teatro contamos a história com a utilização de diversos recursos leitura de livros, visualização do filme, fantoches, escuta de gravações, contação da história com máscaras e fantasias, quando realizamos o teatro para apresentarmos aos demais alunos da unidade escolar e no dia da família as crianças estavam familiarizadas ao conto, sabiam o tempo que deveriam entrar em cena e suas respectivas falas.

Estamos trabalhando algumas atividades relacionadas as partes do corpo, através de desenhos, colagens, fotografias e músicas, após vivenciarem estes momentos de muita aprendizagem de forma lúdica e envolvente, a maioria das crianças conseguem identificar e algumas nomeiam as partes do corpo humano.

Vale ressaltar que além das atividades relacionadas as sequências de atividades (músicas, contos de fadas), Projeto identidade ainda temos as atividades permanentes que ajudam organizar o pensamento das crianças e também oportunizam a participação no momentos da construção da rotina.

A realização dos projetos apontados foram significativos para as crianças contribuindo para o desenvolvimento do grupo como um todo, muitas aprendizagens que merecem ser compartilhadas.

Quitanda: Uma estratégia para trabalhar o Sistema Monetário

Professoras Daniele Carla da Silva e Fernanda de Menezes Ângelo
EMEIEF Comendador Piero Pollone

Com o objetivo de desenvolver a compreensão do sistema monetário, o projeto possibilita a organização de uma Quitanda em que os alunos assumem as funções de vendedores, caixas e clientes para a realização de cálculos mediante determinada quantidade de dinheiro.

A atividade foi desenvolvida para sanar as dúvidas apresentadas pelo grupo do 3º ano, em relação ao sistema monetário.

Após diversas atividades teóricas desenvolvidas em sala de aula, as professoras Fernanda e Daniele elaboraram juntamente com os alunos materiais para a “Quitanda Piero”. Os alunos auxiliaram na escolha do nome, escolha das frutas, determinação dos valores a serem cobrados (estimativa), entre outros.

Após o planejamento da atividade, foi a hora da vivência dos alunos, por meio da atividade prática.

Os alunos puderam vivenciar diferentes papéis como vendedores, clientes, caixas, entre outros.

Houve também, durante a “brincadeira”, uma nota fiscal, onde os alunos podiam registrar seus cálculos e realizá-los de diferentes maneiras (estratégias pessoais, algoritmos).

Depois de desenvolver a atividade, puderam concluir com uma deliciosa salada de frutas, feitas com as frutas “compradas” por eles mesmos.

Jogo - Os dez dedos

Professora Valéria Aparecida Di Donato
EMEIEF Comendador Piero Pollone

Esse jogo permite aos alunos vivenciar com autonomia e alegria a aprendizagem da matemática, ajudando-os a entender, partindo do uso de materiais concretos, o Sistema Numérico Decimal, com destaque aos conceitos de Unidade, Dezena e Centena.

Apresentar o jogo “Os dez dedos” para as professoras foi para mim uma experiência única, pois ao relatar a dinâmica do jogo e como as crianças se portaram para a realização do mesmo foi muito interessante e produtivo, principalmente quando mostrei os slides e realizamos o jogo propriamente dito.

Percebi que as professoras se interessaram muito pelo jogo exposto, incluindo momentos de sugestões e adaptações possíveis para a realização desse jogo.

Jogos matemáticos

Professora Bruna Fernanda Silva
EMEIEF José Maria Sestilio Mattei

1º ano - Ensino Fundamental

Objetivo: Desenvolver o raciocínio lógico matemático pelo uso de materiais manipuláveis


A professora apresentou dois jogos matemáticos:


1º Jogo: Calculadora de adição com garrafa pet

A calculadora é feita com garrafa pet, sendo que a base é 10. A criança coloca a quantidade de pinos de um lado da conta, coloca o dedo no sinal de mais e do outro a segunda parte da operação, depois retira o suporte e tem o resultado, como mostra a foto.


2º Jogo: Jogo de percurso adição e subtração

O jogo consiste em a criança jogar o dado que tem quatro cores diferentes e em dois lados as quatro cores juntas. A partir da cor que jogou, a criança retira o envelope e resolve a operação, por cálculo mental ou utilizando tampinhas/palitos. Um jogador definido previamente fica com a tabela de respostas e será o líder neste momento. Esta dinâmica é revezada posteriormente.

As operações inicialmente são de adição e subtração, o que para os outros anos podem ser adaptadas com os demais algoritmos (multiplicação e divisão).

Um dos objetivos do jogo é chegar ao centro com as quatro tampinhas das do percurso de quatro cores.


Durante a apresentação:

Alguns professores sugeriram variações e levantaram ideias de tornar os jogos oportunizando um grau de complexidade maior para atender as expectativas e interesses dos alunos mais velhos.

Ressaltaram ainda que esta prática deveria ser inserida na rotina dos professores de maneira mais efetiva, pois cria contextos de troca de saberes, cooperação e respeito entre o grupo.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Alfabetização matemática. Os jogos no ensino da Matemática

Professoras Andrea de Sousa Araújo e Regina C. P. de Martini
EMEIEF Professora Yvonne Zahir

Ensino Fundamental

Objetivos:
  • Trabalhar as noções matemáticas de forma prazerosa e lúdica;
  • Reagrupar os alunos de forma a atender as necessidades específicas de cada grupo.

Hoje em dia, os alunos chegam à escola com uma quantidade muito grande de informações obtidas por meio da tecnologia, dos jogos eletrônicos e dos meios de comunicação de massa. E é óbvio que esta forma de aprender é muito mais prazerosa! Mas, nem sempre as crianças conseguem transformar essas informações em conhecimento. Neste contexto, o professor atual tem dois desafios diários: o de encontrar estratégias mais prazerosas e eficazes para desenvolver os conteúdos e, além disso, atender as necessidades individuais de seus alunos em salas numerosas.

Partindo desta realidade, decidimos reagrupar as crianças das salas dos segundos anos A e B, em grupos menores, de acordo com as fases de aprendizagem próximas. Optamos, então pela utilização dos jogos como estratégia para envolver os alunos de forma lúdica e prazerosa e desenvolver os conteúdos pertinentes à área de matemática.

Num primeiro momento os alunos brincavam e exploravam os jogos que, em outro momento, serviriam de suporte para desenvolver os conteúdos matemáticos. Todos os alunos tinham acesso ao mesmo jogo, porém as atividades posteriores eram planejadas e propostas especificamente para superar as dificuldades e desenvolver o raciocínio lógico de cada grupo.

Ao finalizar o ano, temos a certeza de que o trabalho com os reagrupamentos foi essencial para que cada criança tivesse a oportunidade de superar as dificuldades e se sentir capaz de aprender independente da fase de conhecimento em que estava.

Jogos matemáticos

Professora Elaine Cristina de Souza Eira
EMEIEF Monsenhor João do Rego Cavalcanti

2º ano do Ensino Fundamental

Objetivo: criar contextos significativos de aprendizagem matemática.



Frequentando o curso do PNAIC, me interessei pelos jogos e lembrei que tinha um livro de matemática voltado para os jogos. Selecionei alguns jogos que eram para a faixa etária dos meus alunos, considerando interesses e necessidades a serem contemplados.

Confeccionei e realizei junto com as crianças os jogos, primeiramente informando quais eram as regras dos jogos e como deveriam ser jogados. Foi uma experiência muito boa, os alunos se mostraram bastante interessados.

O jogo facilitou no avanço e entendimento de alguns conteúdos, como adição e dezena, além de outras questões como ganhar, perder e aguardar sua vez para jogar.

Conceitos aprendidos de forma prazerosa e desafiadora.

O que caracteriza o jogo como contexto de aprendizagem escolar é que na escola, diferentemente da vida social, o jogo não se encerra em si mesmo, não se justifica apenas pelo seu aspecto lúdico e, sim, é parte de uma sequência intencional de ensino, que contextualiza a resolução de problemas e o desenvolvimento de estratégias que se relacionam com o desenvolvimento de aprendizagens importantes de uma determinada etapa, que respeita os diferentes ritmos de aprendizagem das crianças, mas se compromete com o avanço de todos e a conquista de um conjunto compartilhado de saberes.

E isso só é possível com a intervenção atenta e cuidadosa de um professor que sabe aonde quer chegar.

Jogos utilizados: Dominó (sequência, número e quantidade), Cobre Tabuleiro (adição com desafios), Passinho para frente (adição e subtração), Bingo (antecessor, sucessor e entre números), Dado com tampinhas (sequência numérica, quantidades, base).

Histórias rimadas

Professoras Camila Stefanes Dessico e Zoraide Santana Cardoso
EMEIEF Professor Antonio Virgílio Zaniboni

Esta foi uma proposta de atividade em grupos, na qual as crianças deveriam organizar as cartelas com ilustrações do livro de acordo com a sequência da narrativa, neste caso, o objetivo principal era recuperar o enredo e a sequência da história por meio das ilustrações do conto.

Posteriormente os alunos se organizaram em duplas ou pequenos grupos de acordo com as necessidades e saberes em relação à leitura e assim deveriam relacionar as imagens da história com trechos dos versos correspondentes (relação entre a escrita e a fala).

Esta sequência didática também foi um recurso muito significativo para envolver, sobretudo os alunos que ainda não se apropriaram do Sistema de Escrita Alfabética, justamente por se tratar de um texto de estrutura fixa e fácil memorização (rimas), muitos alunos utilizaram-se de estratégias de leitura para participar dos momentos em roda.

Um dos grandes resultados do projeto didático foi o envolvimento de toda a turma, validando os saberes de cada criança e seu respectivo aprendizado.