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segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Matemática investigativa

Professores Hugo Leonardo de Almeida e Rosa Mara Baptista
EMEIEF Cora Coralina

No trabalho com a Matemática Investigativa o professor deixa de ser um expositor e passa para a condição de expectador, atuando como mediador, numa prática onde vivencia como seus alunos pensam sobre a própria aprendizagem. Essa prática viabiliza uma aprendizagem significativa a partir do momento que professor e aluno se relacionam no processo ensino aprendizagem buscando o saber pela investigação. Objetivo definido é a base de um trabalho de investigação. Para isso, se faz necessário despertar o interesse do aluno envolvendo-o no assunto e proporcionando trocas com os demais para que todos tenham a oportunidade de conhecer as estratégias elaboradas pelos colegas. O saber conquistado é a certeza de que a aprendizagem realmente aconteceu de forma significativa para o aluno. Isso torna o ensino dinâmico e o conhecimento autêntico, sendo o saber infinito.

sábado, 6 de dezembro de 2014

Jogos matemáticos no processo de ensino e aprendizagem

Professoras Sandra Oliveira e Maria Paula Rizzo
EMEIEF Professora Therezinha Monteiro Barros Nosé

2º ano do Ensino Fundamental

Com os objetivos de estimular a aprendizagem da Matemática através de recursos pedagógicos que despertem no aluno o interesse e o gosto pelo estudo da disciplina e estimular o gosto pela disciplina de Matemática, alterando a rotina da turma com atividades diversificadas, visando aumentar a motivação, concentração e aprendizagem dos conteúdos da disciplina, desenvolvemos atividades envolvendo jogos para trabalhar a matemática em sala de aula. Essas práticas tornaram semanais. Ora os alunos escolhiam os jogos e os jogavam livremente, ora um jogo específico era utilizado sob orientação e com propósito de auxiliar aos alunos a compreensão de novos conceitos matemáticos. As opções mais frequentes foram: quebra cabeça, jogo da velha, damas, etc... Construímos um dominó gigante (a base era fitas de vídeo). A intenção maior era fazer com que os alunos se apropriassem das 28 peças do dominó, quantidade de vezes que cada número aparece (de 0 a 6). A construção do jogo envolveu várias aulas e foi muito além do encapar as fitas e colar as quantidades correspondentes de bolinhas. Trabalhamos: agrupamentos, sequências numéricas, adição, multiplicação, cores, formas geométricas planas, etc.

O conceito trabalhado foi registrado pelos alunos, as regras também combinadas, até a culminância: o jogo em si.


quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Amarelinha

Professores Vinícius dos Santos Moreira e Juliana do Nascimento
EMEIEF Doutor Janusz Korczak e EMEIEF Professora Maria da Graça de Souza

Educação Infantil e Ensino Fundamental I

Como um dos conteúdos da Educação Física, os jogos e brincadeiras tradicionais se mostram como uma excelente ferramenta para o desenvolvimento integral do aluno. Nesse relato de experiência em que está sendo utilizada a brincadeira amarelinha, pretendemos compartilhar o andamento do trabalho que está sendo realizado com objetivo de resgate de brincadeiras tradicionais com ênfase nas dimensões conceituais, procedimentais e atitudinais. Nesse sentido estamos atuando em duas escolas: EMEIEF Dr. Janusz Korczak (Valparaiso) e EMEIEF Maria da Graça de Souza (Vila Floresta), com turmas da Educação Infantil e Ensino Fundamental I. Na metodologia foram adotadas algumas características do modelo didático de investigação na escola, que tem como finalidade educativa, o enriquecimento do conhecimento dos alunos, numa direção que conduza para uma visão mais complexa e crítica da realidade, sem deixar de dar prioridade para a ludicidade. Dessa maneira, busca relacionar os conhecimentos da disciplina de Educação Física com os conhecimentos prévios do cotidiano dos alunos.

Alguns resultados e investigações durante as aulas até o momento mostram que parte dos alunos nunca tinham vivenciado essa brincadeira de maneira sistematizada. Aos poucos os alunos foram demonstrando interesse e interagindo com os colegas já “experientes” para a realização da atividade, compartilhando os conceitos, procedimentos e desenvolvendo atitudes necessárias para brincar. Verificou-se também, a necessidade de planejar as ações visando diversificar as maneiras de jogar, respeitando a criatividade dos alunos para ampliação do repertório motor, e ainda, a possibilidade de se trabalhar de maneira interdisciplinar, tendo em vista que essa brincadeira envolve sequências numéricas, formas geométricas e cores.

Jogos matemáticos na Educação Infantil

Professora Cilmara Leonete Rodrigues Braga
EMEIEF Padre Fernando Godat

Educação Infantil Final

Resolvi trabalhar com os jogos matemáticos na educação infantil, pois queria que as crianças entrassem em contato com o universo matemático de maneira prazerosa, utilizando de seus conhecimentos prévios e construindo novos saberes.

Iniciei, por conta da faixa etária, primeiramente os jogos corporais como: amarelinha, jogo do dado, pega-pega. E a cada jogo fazíamos uma pesquisa sobre a origem e as regras dos mesmos. Após jogarmos cada criança fazia o seu registro. Ao registrar colocam em jogo seus saberes e tornavam possível avaliar o que já sabiam e o que ainda precisavam compreender melhor.

Depois partimos para o uso de jogos mais estruturados e também a confecção de novos jogos.

Durante todo o processo pude perceber um avanço tanto de habilidades quanto de aquisição de conceitos.

Após utilizarmos os diversos jogos, oferecemos aos pais a oportunidade de passarem uma tarde jogando com seus filhos.

Desta vez foram as crianças que ensinaram os pais a jogar, e a situação foi muito proveitosa para todos.

Leitura de gráficos

Professora Flávia de Oliveira Lima Coelho
EMEIEF Professora Maria da Graça de Souza

2º ano - 1º ciclo

Objetivos:
  • Compreender a utilização de um gráfico de barras na confecção de um objeto (broche da bandeira do Brasil);
  • Trabalhar importantes conceitos matemáticos na prática (contagem, comparação de quantidades, localização espacial na organização do gráfico e simetria).

Aproveitando a chegada da Copa do Mundo, trabalhamos o projeto multidisciplinar durante o 1° semestre “Festa das Nações”, focado nos conteúdos de conhecimento das características de alguns países (nome, localização, governo, meio ambiente, bandeiras, etc).

Abordando o tema bandeiras e gráficos, elaborei com o grupo a confecção de um broche de alfinetes e miçangas representando a bandeira do Brasil.

Iniciamos com uma roda de conversa sobre as características da bandeira nacional, as cores e o significado de cada uma delas, os dizeres no centro e outras curiosidades. Foi apresentado o broche e juntos o desmontamos e realizamos a contagem e o registro das miçangas de cada cor e dos alfinetes, construímos um gráfico para organizar as informações e facilitar o trabalho.

A turma foi dividida em grupos para melhor acompanhamento, enquanto eu trabalhava com um grupo, os outros realizavam atividades diversificadas. Tendo o gráfico como referência, confeccionamos o broche. Não preciso dizer que foi um sucesso!


Durante a apresentação:

  • Questões indicadas pelos participantes
  • Envolvimento dos alunos
  • Sugestões do grupo ao trabalho apresentado

Apresentação: Leitura de Gráficos (ver)

Doze dias, doze minutos

Professora Cleide Gonçalves Silva
EMEIEF Augusto Boal

2º ano Ensino Fundamental

No segundo trimestre iniciou-se um trabalho baseado no livro "Doze Dias, Doze Minutos", de Celso Antunes, que teve utilização de jogos, confeccionados com materiais simples, como estratégia para o desenvolvimento do raciocínio lógico-matemático dos alunos.

Através deste, foram desenvolvidas as habilidades básicas necessárias à resolução de problemas, ao cálculo mental e às técnicas operatórias simples, que possibilitaram a aprendizagem de maneira lúdica e prazerosa, pois como destaca Antunes “os estímulos procedimentais não substituem estímulos experimentais, mas estes também não substituem aqueles. Ambos são imprescindíveis”, e isso foi vivenciado na rotina da sala.

Combinados e resolução de conflitos

Professora Geovania de Lima
EMEIEF José Maria Sestilio Mattei

5º ano - Ensino Fundamental

Objetivo: Desenvolver reflexões e atitudes acerca dos bons hábitos no cotidiano escolar com o intuito de sensibilizar que as ações são refletidas na relação com o outro.


A professora organizou um rol de combinados a partir deste tema. Estes combinados foram construídos e firmados entre professor e alunos.

Neste sentido elencaram algumas atitudes que poderiam ou não ser “legais”, no tão famoso “cartaz de combinados”.

Com relação às aprendizagens, as aulas sempre foram planejadas baseadas em motivações, pesquisas e trocas e se por ventura alguns alunos não alcançassem os objetivos propostos, poderiam alcançá-los gradativamente a partir de toda a dinâmica que estivesse inserido e que a disciplina estaria diretamente relacionada aos avanços nas aprendizagens de todos os envolvidos.

Como disparador do trabalho assistiram o filme “Mãos talentosas”. Diante da abordagem trazida pelas cenas, os alunos perceberam que podem contar com o apoio dos professores e da família. Como a maior parte das crianças gosta de dançar, planejamos o “Quiz semanal” (baladinha), porém, ficou acordado também que se houvesse algum motivo que fugisse dos combinados não haveria esta “baladinha” e que todos seriam informados, em tempo oportuno, sobre o motivo. Mais uma proposta foi realizada com a turma: o desenvolvimento do teatro – “Menina Bonita do Laço de Fita” com o intuito de trabalhar as diferenças e sua relevância na relação com o outro. Outra ação importante foi a organização de grupos de estudos matemáticos onde por meio de avaliações e observações realizadas durante a rotina escolar, os alunos foram agrupados de acordo com os saberes de cada um. Enfim, a professora trabalhou com a pedagogia da dialogicidade como uma prática na resolução dos nossos conflitos. Outra ação importante e relevante foi os alunos envolvidos no planejamento e replanejamento das ações desenvolvidas em nosso cotidiano. Esta postura e consciência aos poucos foram se estabelecendo e se firmando. Os alunos perceberam a importância de sua participação, envolvimento e da sua co-responsabilidade no processo de ensino e aprendizagem.

Os ganhos foram muitos e os resultados são mensuráveis em todo o convívio e desenvolvimento cognitivo da turma.


Durante a apresentação:

Alguns professores de Educação Física relataram que este trabalho com regras e combinados reflete nas aulas corporais onde requer também respeito e cooperação das crianças durante as aulas.

A professora Vilma da creche parabenizou o trabalho apresentado pela professora e disse ter aprendido muito com ela.

Outra professora presente validou o trabalho apresentado no que diz respeito a importância de se desenvolver a reflexão sobre atos e atitudes e suas consequências dentro de uma relação coletiva.

Astronomia e astronáutica na construção dos saberes científicos

Professora Aparecida Lourente Soares (Cidinha)
EMEIEF Machado de Assis

O encantamento pelo Universo certamente propicia descobertas, a busca e a construção do conhecimento objetivando a investigação, o questionamento e a aplicação desses conhecimentos em seu cotidiano. Os conteúdos da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica podem ser desenvolvidos interdisciplinarmente, abrangendo as diversas áreas do conhecimento como Ciências, História, Geografia, Matemática, Língua Portuguesa, Arte, Música, Informática e a Educação Física, tendo como foco a expressão corporal. Por meio de atividades lúdicas, práticas e de observação, é possível despertar nos alunos o interesse, a motivação e a curiosidade por meio da pesquisa científica.


Quitanda: Uma estratégia para trabalhar o Sistema Monetário

Professoras Daniele Carla da Silva e Fernanda de Menezes Ângelo
EMEIEF Comendador Piero Pollone

Com o objetivo de desenvolver a compreensão do sistema monetário, o projeto possibilita a organização de uma Quitanda em que os alunos assumem as funções de vendedores, caixas e clientes para a realização de cálculos mediante determinada quantidade de dinheiro.

A atividade foi desenvolvida para sanar as dúvidas apresentadas pelo grupo do 3º ano, em relação ao sistema monetário.

Após diversas atividades teóricas desenvolvidas em sala de aula, as professoras Fernanda e Daniele elaboraram juntamente com os alunos materiais para a “Quitanda Piero”. Os alunos auxiliaram na escolha do nome, escolha das frutas, determinação dos valores a serem cobrados (estimativa), entre outros.

Após o planejamento da atividade, foi a hora da vivência dos alunos, por meio da atividade prática.

Os alunos puderam vivenciar diferentes papéis como vendedores, clientes, caixas, entre outros.

Houve também, durante a “brincadeira”, uma nota fiscal, onde os alunos podiam registrar seus cálculos e realizá-los de diferentes maneiras (estratégias pessoais, algoritmos).

Depois de desenvolver a atividade, puderam concluir com uma deliciosa salada de frutas, feitas com as frutas “compradas” por eles mesmos.

Jogo - Os dez dedos

Professora Valéria Aparecida Di Donato
EMEIEF Comendador Piero Pollone

Esse jogo permite aos alunos vivenciar com autonomia e alegria a aprendizagem da matemática, ajudando-os a entender, partindo do uso de materiais concretos, o Sistema Numérico Decimal, com destaque aos conceitos de Unidade, Dezena e Centena.

Apresentar o jogo “Os dez dedos” para as professoras foi para mim uma experiência única, pois ao relatar a dinâmica do jogo e como as crianças se portaram para a realização do mesmo foi muito interessante e produtivo, principalmente quando mostrei os slides e realizamos o jogo propriamente dito.

Percebi que as professoras se interessaram muito pelo jogo exposto, incluindo momentos de sugestões e adaptações possíveis para a realização desse jogo.

Jogos matemáticos

Professora Bruna Fernanda Silva
EMEIEF José Maria Sestilio Mattei

1º ano - Ensino Fundamental

Objetivo: Desenvolver o raciocínio lógico matemático pelo uso de materiais manipuláveis


A professora apresentou dois jogos matemáticos:


1º Jogo: Calculadora de adição com garrafa pet

A calculadora é feita com garrafa pet, sendo que a base é 10. A criança coloca a quantidade de pinos de um lado da conta, coloca o dedo no sinal de mais e do outro a segunda parte da operação, depois retira o suporte e tem o resultado, como mostra a foto.


2º Jogo: Jogo de percurso adição e subtração

O jogo consiste em a criança jogar o dado que tem quatro cores diferentes e em dois lados as quatro cores juntas. A partir da cor que jogou, a criança retira o envelope e resolve a operação, por cálculo mental ou utilizando tampinhas/palitos. Um jogador definido previamente fica com a tabela de respostas e será o líder neste momento. Esta dinâmica é revezada posteriormente.

As operações inicialmente são de adição e subtração, o que para os outros anos podem ser adaptadas com os demais algoritmos (multiplicação e divisão).

Um dos objetivos do jogo é chegar ao centro com as quatro tampinhas das do percurso de quatro cores.


Durante a apresentação:

Alguns professores sugeriram variações e levantaram ideias de tornar os jogos oportunizando um grau de complexidade maior para atender as expectativas e interesses dos alunos mais velhos.

Ressaltaram ainda que esta prática deveria ser inserida na rotina dos professores de maneira mais efetiva, pois cria contextos de troca de saberes, cooperação e respeito entre o grupo.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Alfabetização matemática. Os jogos no ensino da Matemática

Professoras Andrea de Sousa Araújo e Regina C. P. de Martini
EMEIEF Professora Yvonne Zahir

Ensino Fundamental

Objetivos:
  • Trabalhar as noções matemáticas de forma prazerosa e lúdica;
  • Reagrupar os alunos de forma a atender as necessidades específicas de cada grupo.

Hoje em dia, os alunos chegam à escola com uma quantidade muito grande de informações obtidas por meio da tecnologia, dos jogos eletrônicos e dos meios de comunicação de massa. E é óbvio que esta forma de aprender é muito mais prazerosa! Mas, nem sempre as crianças conseguem transformar essas informações em conhecimento. Neste contexto, o professor atual tem dois desafios diários: o de encontrar estratégias mais prazerosas e eficazes para desenvolver os conteúdos e, além disso, atender as necessidades individuais de seus alunos em salas numerosas.

Partindo desta realidade, decidimos reagrupar as crianças das salas dos segundos anos A e B, em grupos menores, de acordo com as fases de aprendizagem próximas. Optamos, então pela utilização dos jogos como estratégia para envolver os alunos de forma lúdica e prazerosa e desenvolver os conteúdos pertinentes à área de matemática.

Num primeiro momento os alunos brincavam e exploravam os jogos que, em outro momento, serviriam de suporte para desenvolver os conteúdos matemáticos. Todos os alunos tinham acesso ao mesmo jogo, porém as atividades posteriores eram planejadas e propostas especificamente para superar as dificuldades e desenvolver o raciocínio lógico de cada grupo.

Ao finalizar o ano, temos a certeza de que o trabalho com os reagrupamentos foi essencial para que cada criança tivesse a oportunidade de superar as dificuldades e se sentir capaz de aprender independente da fase de conhecimento em que estava.

Jogos matemáticos

Professora Elaine Cristina de Souza Eira
EMEIEF Monsenhor João do Rego Cavalcanti

2º ano do Ensino Fundamental

Objetivo: criar contextos significativos de aprendizagem matemática.



Frequentando o curso do PNAIC, me interessei pelos jogos e lembrei que tinha um livro de matemática voltado para os jogos. Selecionei alguns jogos que eram para a faixa etária dos meus alunos, considerando interesses e necessidades a serem contemplados.

Confeccionei e realizei junto com as crianças os jogos, primeiramente informando quais eram as regras dos jogos e como deveriam ser jogados. Foi uma experiência muito boa, os alunos se mostraram bastante interessados.

O jogo facilitou no avanço e entendimento de alguns conteúdos, como adição e dezena, além de outras questões como ganhar, perder e aguardar sua vez para jogar.

Conceitos aprendidos de forma prazerosa e desafiadora.

O que caracteriza o jogo como contexto de aprendizagem escolar é que na escola, diferentemente da vida social, o jogo não se encerra em si mesmo, não se justifica apenas pelo seu aspecto lúdico e, sim, é parte de uma sequência intencional de ensino, que contextualiza a resolução de problemas e o desenvolvimento de estratégias que se relacionam com o desenvolvimento de aprendizagens importantes de uma determinada etapa, que respeita os diferentes ritmos de aprendizagem das crianças, mas se compromete com o avanço de todos e a conquista de um conjunto compartilhado de saberes.

E isso só é possível com a intervenção atenta e cuidadosa de um professor que sabe aonde quer chegar.

Jogos utilizados: Dominó (sequência, número e quantidade), Cobre Tabuleiro (adição com desafios), Passinho para frente (adição e subtração), Bingo (antecessor, sucessor e entre números), Dado com tampinhas (sequência numérica, quantidades, base).

Construção coletiva de um jogo

Professora Maisa de Moraes Antunes da Costa
Creche Dom Décio Pereira

Objetivo: Trabalho em equipe


Percebendo que as crianças não se conheciam pelo nome próprio, sugerimos a construção de um jogo da memória com caixas de leite contendo as fotos dos alunos, com o objetivo de promover a memorização dos mesmos, estimular o desenvolvimento da oralidade e exercitar a construção coletiva do jogo.

A partir desta simples proposta, vivemos um rico processo de interação, envolvimento e participação do grupo.

As crianças aprenderam a trabalhar em equipe, conhecer e respeitar as regras do jogo, elaborar estratégias para atingirem o objetivo, antecipando jogadas, pensando alternativas e levantando hipóteses, aumentaram a concentração, atenção, viveram momentos em que precisaram negociar, esperar a vez para jogar, tiveram que lidar com perdas e ganhos, dentre tantas outras situações interessantes.

O jogo ganha outras funções lúdicas, quando é oportunizado às crianças o manusearem de forma livre, criando outras possibilidades de utilização, tais como construir torres, caminhos e o que mais a imaginação permitir.

A organização para confecção do jogo e posteriormente as explicações das regras e o brincar foram garantidos no planejamento semanal, pensando no tempo, no espaço e nas interações e envolvimento da turma.

O jogo como ferramenta de aprendizagem: "Feche a caixa"

Professora Simone Conrado Monteiro Silva
EMEIEF João de Barros Pinto

Objetivo pedagógico: Estimular o cálculo mental, raciocínio lógico, estratégias pessoais de jogo, agrupamentos, adição, subtração.

Objetivo do jogo: Utilizar diferentes estratégias a fim de obter conjunto de resultados numéricos referentes à adição; fechando assim o maior número de caixas.

Material necessário: Dois dados, um tabuleiro, o modelo escolhido (ou confeccionado).


1ª etapa - Apresente aos alunos as regras do jogo Feche a Caixa com todos os números expostos, o primeiro participante (no mínimo dois) lança os dados, soma os pontos e fecha as casas (ou vira as cartas) com o valor do total obtido. Ele joga novamente os dados, repetindo o procedimento, mas dessa vez usando somente os números abertos. Quando o total de pontos não permitir fechar mais nenhuma casa ou carta, o jogador somará os valores que continuam expostos. Abrem-se novamente as casas para a próxima jogada. Quem faz menos pontos ganha o jogo. Quando as caixas 7, 8 e 9 forem fechadas, joga-se apenas um dado.

2ª etapa - Proponha situações-problema "congelando" algum momento da partida. Utilize o resultado dos dados para discutir com a classe as diversas opções de casa que podem ser fechadas. Anote todas as combinações em um cartaz e fixe-o na sala: a consulta vai ajudar os pequenos na memorização dos resultados. Observe as estratégias usadas pelas crianças para calcular os pontos que fizeram ao terminar a rodada e incentive-as a fazer o registro desse cálculo.

Avaliação - Para diagnosticar o aprendizado da turma, o professor poderá utilizar como contexto de referência o jogo e elaborar atividades para sistematizar alguns conhecimentos construídos durante as partidas, como num jogo simulado. Organize uma discussão coletiva para que as crianças possam analisar os procedimentos possíveis para calcular o total de pontos no fim.

Uma ótima estratégia de aprendizagem X apresentando uma estratégia diferenciada

Professoras Fernanda Pinheiro Lopes Camacho e Ana Lúcia Fortunato
EMEIEF Fernando Pessoa

1º e 2º ano

Objetivos:
  • Desenvolver conceitos específicos como de Língua Portuguesa e matemáticos de forma lúdica;
  • Favorecer a troca de saberes; Utilizar de maneira prática os conceitos aprendidos;
  • Respeitar o tempo de aprendizagem de cada criança, mas favorecer momentos de conflitos para que a faça refletir e avançar em suas hipóteses.

Dentro da sala de aula há conhecimentos variados, desafios diferentes devem ser lançados, afim de que todos avancem, para tanto a presente prática visa expor os alunos a várias linguagens, junto a agrupamentos que se aproximam em conhecimento. A sala fica organizada em grupos de 4 alunos, 8 grupos, cada grupo tem uma atividade diferente, todos passarão por todos os grupos. Os alunos são expostos a várias atividades, algumas mais dirigidas como: jogos, escritas de cartazes; outras mais livres como: blocos de montar, modelagem, colagem e pintura. O segredo do sucesso dessa prática é que enquanto alguns alunos estão concentrados em uma atividade livre e prazerosa, a professora pode intervir nas atividades dirigidas.

Matemática: Caça ao Tesouro

Professora Dandiê Soares da Silva
EMEIEF Professor Darcy Ribeiro

Através do PNAIC discutimos sobre a importância da Matemática em situações lúdicas e de uso real, portanto, essa experiência objetivou a prática da matemática sobre o viés lúdico. O Caça ao Tesouro Matemático empregou em seus desafios situações problemas nas quais os alunos usaram a soma, subtração, multiplicação e divisão. Além disso, o raciocínio lógico foi valorizado já que os diferentes grupos de alunos corriam contra o tempo para conseguir o baú de tesouro de “um certo pirata”.

Divididos em nove grupos de diferentes cores recebiam pistas enigmáticas para encontrar os desafios. Todos ganharam a primeira pista para iniciar a caçada, mas as outras só a medida que resolviam os desafios.

A explicação básica da Caça ao Tesouro Matemático foi dada através de uma carta “escrita por um pirata”, o dono do tesouro. No baú havia outra carta desse mesmo pirata impondo uma última condição para o seu recebimento, o grupo vencedor teria de aceitar dividir o prêmio com os outros grupos.

Posteriormente essa atividade gerou uma discussão sobre a dificuldade ou facilidade dos desafios e voltamos a resolver estes coletivamente. No final da carta “o pirata pediu” que os alunos escrevessem de volta contando como foi a experiência deles na caça ao tesouro. E assim eles fizeram.

Além de narrarem esse momento fizeram perguntas ao “pirata”, sobre a vida dele. Além da matemática, essa atividade proporcionou o trabalho com o gênero carta, a cooperação e a solidariedade entre as crianças.

Jogos Matemáticos

Professoras Adriana Aparecida de Azevedo Barbosa Martins, Elisangela Natalina Dias e Josenilda Quitéria Ramos Novaes
EMEIEF Cândido Portinari

Partindo das formações realizadas no PNAIC, as professoras desenvolveram um ambiente alfabetizador em matemática, proporcionando as seguintes propostas:

  • Reflexão sobre o Sistema de Numeração Decimal com o material dourado;
  • Situações de conflito sobre a construção do número, onde a socialização de pensamentos é essencial para assimilar conceitos e construir conhecimentos;
  • Bingo de números para reconhecer propriedades e relações entre as ordens e classes dos números;
  • Fichas Escalonadas visando ajustar a leitura dos números à sua escrita, respeitando os respectivos valores posicionais;
  • Jogo do Tapetão: compreensão do valor posicional dos algarismos no sistema decimal, estimulando o cálculo mental, comparações, equivalências e relações entre as ordens e classes dos números.

A proposta é resgatar e refletir estas situações de forma que o aluno seja atuante na construção destes conhecimentos.

PNAIC: Jogos de alfabetização matemática

Professora Valéria Ferreira Fontes
EMEIEF Professor Darcy Ribeiro

1º ciclo do Ensino Fundamental

Este relato provém dos estudos do PNAIC, com uma série de jogos que podem e devem ser utilizados em sala de aula, favorecendo assim, a “alfabetização matemática”. Estes jogos, em especial a “amarelinha matemática”, visam portando, garantir a todos os alunos oportunidades para, ludicamente, atuarem como sujeitos da linguagem da matemática, numa dimensão mais reflexiva.

Temos que saber que:
  • aprendemos a vida toda;
  • aprender não é acumular conhecimentos;
  • o importante é aprender a pensar;
  • o sujeito aprende através de sua experiência;
  • aprende-se o que é significativo;
  • é preciso tempo para aprender.

“Quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender.” Paulo Freire

Gincana de Matemática

Professora Vera Lúcia Negri Marins
EMEIEF Dom Jorge Marcos de Oliveira

Sabendo que os alunos apresentam dificuldade na Matemática que muitas vezes e decorrente do gosto e do prazer de aprender faz-se, então, necessário à realização de um trabalho que desperte o gosto e o hábito de aprender a Matemática condição indispensável ao desenvolvimento e à realização individual do educando. Diante desses fatos realizei juntos aos alunos do programa Mais Educação essa atividade.

A Gincana é um tipo de jogo e, como tal, traz consigo elementos relacionados à competição entre equipes, assumindo um caráter esportivo e cultural. A realização da Gincana de Matemática como estratégia de aprendizagem é um exemplo de como Matemática e a felicidade podem andar juntas. O uso de jogos e desafios, se convenientemente planejados, são recursos pedagógicos eficazes para a construção do conhecimento matemático. A gincana foi desenvolvida, visando proporcionar aos alunos uma atividade diferenciada, na qual houvesse troca de experiência entre alunos, professores e monitores evidenciando desse modo que o estudo da matemática pode ser divertido e significativo.