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sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Planejamento Financeiro Familiar

Claudia Cristina Veraldo Rota

CPFP Governador Miguel Arraes


A REDE EM RODA 2016
EJA – 3 e 4 Termos

O objetivo foi a busca da conscientização dos alunos quanto a importância de se saber quanto se ganha e como se gasta. 

O trabalho foi desenvolvido inicialmente com um breve conhecimento sobre o que é economia e inflação, um pouco da história da economia no Brasil, através de filmes e palestras sobre economia atual e educação financeira familiar. 

O resultado obtido com este projeto foi a elaboração de dois panfletos, um sobre como utilizar seu cartão de crédito e outro sobre o que as crianças precisam saber sobre educação financeira.


Educação, Tecnologias e Inclusão Digital

Secretaria da Educação de Santo André / SP - Brasil

Literatura de Cordel e a Cultura Popular Nordestina

Cátia Justino da Silva e Mauro Batista da Rosa Junior

CPFP Governador Miguel Arraes

 A REDE EM RODA 2016
EJA II

Objetivos:
* Propiciar uma aprendizagem ativa, interessante, significativa, real e atrativa para os alunos.
* Levar o aluno a apreciar e conhecer a linguagem da poesia popular de Cordel como elemento significativo na formação do povo nordestino;
* Apresentar as técnicas de como compor um cordel;
* Interpretar recursos linguísticos empregados na literatura de cordel, em especial os versos, as estrofes, a rima, o ritmo e a métrica;
* Trabalhar com a linguagem em seus diferentes aspectos: oral, escrita e cantada;
* Apresentar a técnica de xilogravura, essencial na composição e criação dos folhetos;
* Desenvolver a criatividade e sensibilidade artística do educando;
* Interagir com os materiais, instrumentos e procedimentos relacionados à produção da literatura de cordel: folhetos e xilogravura.

Desenvolvimento do trabalho:
Para o início do trabalho com a Literatura de Cordel, uma das mais importantes manifestações da cultura popular, foi revisado em sala de aula conteúdos da história dos colonizadores portugueses, os quais deixaram profundas marcas em nossa cultura, como por exemplo, a herança medieval através das canções trovadorescas, cujos versos eram feitos para serem declamados ou cantados.
Em paralelo, foi trabalhado o conceito de “Cordel”, termo cujo sentido original remonta ao século XV, com o significado de uma corda fina e flexível. Os livretos eram compostos de folhas atadas por uma espécie de barbante, os quais eram expostos em varais nas feiras livres para serem comercializados.
Para aproximar os alunos no universo da leitura, foi apresentado à turma  folhetos de cordéis e textos dos principais cordelistas. Este foi um recurso eficaz para a compreensão da estrutura que compõe o gênero Literatura de Cordel: variedade de temas, versos, estrofes, métrica, rimas e a técnica de xilogravura.
Inicialmente, o tema escolhido para uma primeira produção foi a narrativa da vida da jovem paquistanesa, Malala. Os alunos a partir de suas pesquisas produziram versos nas aulas de português com as orientações sobre rimas já
aprendidas. Este primeiro trabalho foi apresentado oralmente pelos alunos na ocasião do dia Internacional da Mulher para toda unidade escolar.
Desta forma, ficaram estabelecidos que as próximas produções fossem referentes ao feriado da Páscoa, Aniversário da cidade de Santo André e uma homenagem ao dia das mães.
Para a realização de todas as narrativas acima mencionadas foi necessário levantamento bibliográfico, utilizando recursos da mídia impressa (internet, jornais, revistas etc.).
Durante a elaboração da exposição do projeto Literatura de Cordel e a Cultura Nordestina, passamos a solicitar para todas as turmas objetos relacionados à cultura nordestina para que ficassem expostos com as produções textuais.
Desse modo, foram produzidos outros temas como: Aulas de projeto, Cultura Nordestina e Literatura de Cordel.
O professor de Arte se uniu ao projeto para ensinar a técnica de xilogravura para ilustrar as capas dos livretos de cordel, adequando as figuras aos temas escolhidos, utilizando-se de placas de isopor (molde), papel sulfite colorido e tinta guache.
As xilogravuras criadas foram recortadas e emolduradas para serem apreciadas durante a exposição, as quais formaram um lindo painel na sala reservada para a apresentação dos trabalhos.
Os alunos produziram mandacarus, os quais foram feitos de papel espelho na cor verde- escuro e colocados pelos corredores de acesso à sala de exposição.
Foi criado também um painel de fotografia com as figuras de Lampião e Maria Bonita para que todos pudessem se revestir da atmosfera criada com a colaboração do professor de Arte.
O ambiente reservado à exposição foi decorado com fuxicos, tecidos coloridos, rede, chapéu de cangaceiro, panelas e esculturas de cerâmica, instrumento musical, toalhas rendadas, cortina, bandeirinhas, tiras coloridas de papel crepom, quadros, flores, livros de cordelistas famosos e um lindo varal de barbante contendo os livretos produzidos pelos alunos.
Os alunos do segundo termo ainda ofereceram uma deliciosa cocada embrulhada em uma embalagem artesanal para cada visitante da exposição.

Resultados obtidos:
O projeto sobre a Literatura de Cordel com a turma do 2º termo da EJA II significou oferecer um trabalho interdisciplinar, do qual os alunos puderam desenvolver o hábito da pesquisa na busca de inspiração dos temas sugeridos para o projeto.
Este trabalho proporcionou a valorização do trabalhar em equipe, visando apresentar uma exposição que sensibilizasse todo o grupo escolar.
No aspecto da leitura, o projeto conduziu os alunos ao contato com um gênero literário popular, suscitando de forma agradável a sensibilidade artística na escrita e na criação dos desenhos produzidos com a técnica de xilogravura.
O desenvolvimento desse projeto representou uma significativa evolução na escrita e leitura dos alunos, pois se trata de um gênero textual possível de ser lido, interpretado ou declamado.

Após a conclusão do projeto a turma mostrou-se motivada a novos desafios, confiante de que alcançaram os objetivos nas atividades propostas, porquanto a recepção e interação de toda escola foram extremamente positivas.


Educação, Tecnologias e Inclusão Digital

Secretaria da Educação de Santo André / SP - Brasil

A “Desnaturalização” da Matemática

Thaís Conconi Silva

CPFP Governador Miguel Arraes

A REDE EM RODA 2016
1,2,3 e 4 Termos/2016/EJA II

Os diferentes trabalhos realizados durante as aulas de matemática buscaram criar caminhos para auxiliar os alunos a trabalharem diferentes contextos no processo de ensino e aprendizagem.
A maioria dos alunos quando se deparam com uma situação problema envolvendo qualquer cálculo matemático, respondem logo de imediato que sentem alguma dificuldade.  Mas se o problema for colocado ao aluno de forma contextualizada com seu cotidiano, o que não era viável, através de uma relação com algo concreto, pode ser concebido e compreendido pelos alunos.
Os professores se conscientizando desta problemática, podem introduzir os conceitos de matemáticos através de diferentes formas e abordagens, contextualizadas, para uma possível aprendizagem mais significativa.
Deve-se levar em conta, também, que a matemática também não pode ser vista como uma disciplina isolada. Pra que haja uma verdadeira contextualização com o cotidiano dos alunos, a matemática deve estabelecer um diálogo com as demais ciências e áreas do conhecimento e, principalmente, ser refletida em seus aspectos culturais e sociais, enfatizando sua contribuição para o desenvolvimento da cidadania.
Por isso mencionamos a questão da desnaturalização.
Desnaturalizar é compreender que a realidade cotidiana é resultado de decisões, de interesses particulares ou coletivos, de ideologias; não é uma tendência natural e imutável e pode ser modificada pela vontade humana. O estranhamento está diretamente ligado aos objetivos da Filosofia e das Ciências Humanas; reclama a problematização das questões sociais a partir de situações corriqueiras, comuns, triviais.
Estranhar é entender a experiência social para além de sua normalidade, ou seja, é colocar em questão situações vivenciadas todos os dias e tidas como esperadas; é buscar respostas para essa expectativa de normalidade que envolve os fenômenos sociais e os torna inquestionáveis; é assumir postura investigativa frente a um mundo aparentemente conhecido.
O estranhamento, a paixão e a curiosidade são indispensáveis para o desenvolvimento de competências e habilidades matemáticas, para um verdadeiro “fazer matemático”. Deve-se incentivar o aluno a desenvolver seu raciocínio mental e não se limitar a lhe ensinar algoritmos e técnicas.
Para tal, durante as aulas foram realizadas algumas propostas como, por exemplo, o uso de grandezas e medidas nas aulas da educação profissionalizante de cozinha, oficinas para a construção de fractais com dobraduras, trabalhos com folhetos de supermercados para ensino e aprendizagem de números decimais e exploração de outros conceitos matemáticos por múltiplas abordagens.
Os conhecimentos prévios que os alunos trazem a sala de aula, descobertos de forma espontânea, são importantes para o seu aprendizado e devem ser levados em conta pelo professor no processo de ensino-aprendizagem.
A abordagem de ensino utilizada pelo professor é fundamental para a transformação destes conhecimentos prévios dos alunos em novos saberes e na apropriação do conhecimento lecionado.
Pode-se observar durante as aulas que a capacidade de resolução de problemas deve ser desenvolvida levando em consideração as múltiplas abordagens e perspectivas que um problema de matemática possa suscitar.
A busca por entender as múltiplas faces de um mesmo conceito matemático, suas relações com o cotidiano e o apoio de situações problemas envolvendo diferentes estratégias pode se configurar num elemento novo para a conquista de um aprendizado mais significativo das operações aritméticas envolvendo o conjunto numérico em questão. É preciso sempre incentivar o raciocínio próprio do educando e o modo através do qual ele aritmetiza sua realidade.


Educação, Tecnologias e Inclusão Digital

Secretaria da Educação de Santo André / SP - Brasil


“História, trabalho e sustentabilidade – gerando novas visões”

Suellen Amancio Saraiva, Hellen Carvalho, Maria Cristina Damásio, Letícia Mayara Bezerra e Georgina Abreu Beraldo.

CPFP Governador Miguel Arraes

A REDE EM RODA 2016
FIC (Formação Inicial e Continuada) e EJA I FIC e EJA II FIC / 1º Termo (Educação de Jovens e Adultos com Formação Inicial e Continuada) 

A visita técnica no subdistrito de Paranapiacaba foi de suma importância para o ducando (re)conhecer aspectos históricos da cidade de Santo André e aprimorar os aprendizados que tem recebido em sala de aula.
Tendo a oportunidade do contato com a prática de produção e venda de produtos artesanais, principalmente o Cambuci, fruto de considerável importância regional. Explorar e observar o que a natureza e cultura regional oferece de elementos que contribuem para aplicação prática na área de alimentação, imagem pessoal e silk screen. Por exemplo, produções alimentícias, hidratações, análise de imagens, produções artesanais entre outros.
Portanto, permitiu a complementação indispensável para abordagem de conhecimentos transversais nos cursos da área da alimentação, Iniciação á Culinária, Cozinheiro, Auxiliar de Cozinha, Auxiliar de Lanchonete e Recepção e Organização de Buffet para Eventos, Maquiagem e Design de Sobrancelhas e Silk Screen.
No processo de trabalho foi verificado que os cursos têm certa homogeneidade nos seus aspectos naturais, culturais e econômicos, o que determinada à fusão de um conceito voltado para a observação empírica, para ser utilizada pelos futuros profissionais das área da alimentação, imagem pessoal e estamparia.
Grande parte do grupo não conhecia Paranapiacaba.
Ao terem a oportunidade de conhecer o território em que se vive compreende-se a identidade e o sentimento de pertencimento do meio em que se vive.
Os campos de observação em nossa visita técnica foram: a cidade, o campo, os sistemas de transportes, o sistema socioeconômico, a alimentação regional, o turismo, eventos realizados na região e as diversidades étnicas e culturais.
Em sala, abordamos as pesquisa para preparações culinárias utilizando o Cambuci. Produzimos mousse de Cambuci, produção culinária na qual realizamos analises sensoriais pra possível comercialização pelos educandos.

Portanto, verificou-se a relevância da visita técnica em Paranapiacaba,como forma de rever os conceitos teórico-metodológicos e expressar o diálogo produzido em sala de aula, através da descrição da paisagem geográfica, conhecida como o campo de desenvolvimento da ciência geográfica, com a construção de conceitos a partir de observações feitas no desenvolvimento técnico-científico e reforçadas pelo método da visita técnica.

Educação, Tecnologias e Inclusão Digital

Secretaria da Educação de Santo André / SP - Brasil