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quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Amarelinha

Professores Vinícius dos Santos Moreira e Juliana do Nascimento
EMEIEF Doutor Janusz Korczak e EMEIEF Professora Maria da Graça de Souza

Educação Infantil e Ensino Fundamental I

Como um dos conteúdos da Educação Física, os jogos e brincadeiras tradicionais se mostram como uma excelente ferramenta para o desenvolvimento integral do aluno. Nesse relato de experiência em que está sendo utilizada a brincadeira amarelinha, pretendemos compartilhar o andamento do trabalho que está sendo realizado com objetivo de resgate de brincadeiras tradicionais com ênfase nas dimensões conceituais, procedimentais e atitudinais. Nesse sentido estamos atuando em duas escolas: EMEIEF Dr. Janusz Korczak (Valparaiso) e EMEIEF Maria da Graça de Souza (Vila Floresta), com turmas da Educação Infantil e Ensino Fundamental I. Na metodologia foram adotadas algumas características do modelo didático de investigação na escola, que tem como finalidade educativa, o enriquecimento do conhecimento dos alunos, numa direção que conduza para uma visão mais complexa e crítica da realidade, sem deixar de dar prioridade para a ludicidade. Dessa maneira, busca relacionar os conhecimentos da disciplina de Educação Física com os conhecimentos prévios do cotidiano dos alunos.

Alguns resultados e investigações durante as aulas até o momento mostram que parte dos alunos nunca tinham vivenciado essa brincadeira de maneira sistematizada. Aos poucos os alunos foram demonstrando interesse e interagindo com os colegas já “experientes” para a realização da atividade, compartilhando os conceitos, procedimentos e desenvolvendo atitudes necessárias para brincar. Verificou-se também, a necessidade de planejar as ações visando diversificar as maneiras de jogar, respeitando a criatividade dos alunos para ampliação do repertório motor, e ainda, a possibilidade de se trabalhar de maneira interdisciplinar, tendo em vista que essa brincadeira envolve sequências numéricas, formas geométricas e cores.

Ciranda Literária

Professora Tatiane Souza Piva
EMEIEF Professora Maria da Graça de Souza

3º ano / 1º ciclo

Objetivos:
  • Estimular o gosto pela leitura;
  • Desenvolver o comportamento leitor através de bons exemplos de um leitor mais experiente;
  • Ler em voz alta com fluência e expressividade;
  • Ampliar vocabulário;
  • Realizar inferências em textos lidos;
  • Antecipar sentidos e ativar conhecimentos prévios;
  • Promover momentos coletivos de valorização da leitura;
  • Proporcionar momentos de manuseio de livros;
  • Estimular a criança a ler também imagens e construir histórias a partir delas.

O relato de experiência terá como foco a leitura e a oralidade. Devido à necessidade apresentada pelas turmas de ler com autonomia e compreensão, elaboramos um projeto que visa a leitura com fluência e expressividade, articulada aos eixos da Língua Portuguesa dos direitos de aprendizagem (PNAIC).

A turma apresenta três grupos distintos em diferentes hipóteses de leitura.

O primeiro grupo ficou com a responsabilidade de apresentar a história utilizando recursos como fantoches e dedoches, os quais tiveram a oportunidade de socializa-la com a Educação Infantil.

O segundo grupo, contou a história para a nossa turma.

O terceiro grupo contou a história para o 1º ano e utilizaram como recurso a leitura da história no próprio livro (portador).

Os próprios alunos escolheram a história e após conheceram as várias versões da mesma, optaram pela mais tradicional, aquela que contavam para eles quando eram menores.

Foi uma experiência muito válida e graças a esse projeto, foi possível trabalhar outras formas de desenvolvimento da oralidade como o teatro, além de despertar cada vez mais o interesse pela leitura e a função do ler: ler para quê e para quem.


Durante a apresentação:

  • Questões indicadas pelos participantes
  • Envolvimento dos alunos
  • Sugestões do grupo ao trabalho apresentado

Apresentação 1 - Ciranda Literária (ver)
Apresentação 2 - Ciranda Literária (ver)

Dança e suas possibilidades educativas

Professora Jaqueline Gonçalves Bonini Chasseraux
EMEIEF Professora Maria da Graça de Souza

2º Ciclo do Ensino Fundamental

Objetivo: Desenvolver a consciência da corporeidade através da dança como forma de expressão.


Ao ingressar na escola a criança traz consigo um conhecimento amplo a respeito de seu corpo, mas que muitas vezes não foi despertado. A criança nasce, desenvolve-se e cresce, vivenciando experiências através do próprio corpo. Este é o meio de ação para explorar e conhecer o espaço em que vive, interagindo com as pessoas que a cercam. Em todas as fases, observa-se a importância do corpo como forma de expressar emoções. A criança necessita de experiências que possibilitem o aprimoramento de sua criatividade, atividades que favoreçam a sensação de alegria, que a partir daí, ela possa retratar e canalizar o seu humor, seu temperamento, através da liberdade de movimento, explorando-o e permitindo que suas fantasias aflorem em seus movimentos, numa corporeidade plena e consciente.

Dançar é, pois, a efetivação da corporeidade através de uma experiência transcendente, na qual se vivencia o processo de aprendizagem na educação. O trabalho da dança educacional, quando preocupado em deixar fluir dos educando suas emoções, seus anseios e desejos, através dos movimentos permitirá que o sujeito se revele e desperte para o mundo, numa relação consigo e com os outros, de forma consciente. Contudo, na medida em que favorece a criatividade, pode trazer muitas contribuições ao processo de aprendizagem, se integrada com outras disciplinas além de promover experiência lúdica. O trabalho com o corpo gera a consciência corporal. O aluno questiona-se e começa a compreender o que passa consigo e ao seu redor, torna-se mais espontâneo e expressa seus desejos de modo mais natural. O aprendizado da dança deve integrar o conhecimento intelectual e criatividade do aluno, desenvolvendo os pilares da educação: aprender a conhecer; aprender a fazer; aprender a viver juntos; aprender a ser. (DELORS, 1996).

Segundo o Coletivo de Autores (1992), a Educação Física possui conhecimentos específicos a serem tratados pedagogicamente, sistematizados no contexto escolar. Dentre esses conteúdos, materializados na expressão corporal como linguagem, encontra-se a dança. A dança na escola não deve priorizar a execução de movimentos corretos e perfeitos dentro de um padrão técnico imposto, gerando a competitividade entre os alunos. Deve partir do pressuposto de que o movimento é uma forma de expressão e comunicação do aluno, objetivando torná-lo um cidadão crítico, participativo e responsável, capaz de expressar-se em variadas linguagens, desenvolvendo a auto- expressão e aprendendo a pensar em termos de movimento (MARQUES, 2003).

Diante do exposto, passei a questionar qual seria a proposta de dança realmente condizente com o ensino/aprendizagem no ambiente escolar. No que se refere a Dança Educativa destaca-se a proposta de Rudolf Laban que possibilita ao aluno expor-se por seus próprios movimentos, educa conforme o vocabulário de movimento de cada um, contribuindo para o desenvolvimento emocional, físico e social do participante. Rudolf Laban possibilita ao aluno expor-se por seus próprios movimentos. Não ensina apenas a forma ou a técnica, mas educa conforme o vocabulário de movimento de cada um, contribuindo para o desenvolvimento emocional, físico e social do aluno. Com base em sua Teoria Do Movimento, apliquei atividades em formas de jogos que explorassem as ações corporais como saltar, girar, rolar, torcer, flexionar, estender e os quatro fatores do movimento destacados por Laban que são fluência, espaço, tempo, peso. A proposta foi realizada com o segundo ciclo do ensino fundamental da EMEIEF Maria da Graça, Vila Floresta, Santo André.


Durante a apresentação:

  • Questões indicadas pelos participantes
  • Envolvimento dos alunos
  • Sugestões do grupo ao trabalho apresentado

Japão, além das fronteiras!

Professoras Natalia Francisquetti da Silva e Edirlaine Aparecida de Lana Freire
EMEIEF Professora Maria da Graça de Souza

2º ciclo - inicial e final

Objetivos:

  • Repertoriar as crianças acerca de algumas características e tradições da cultura japonesa;
  • Trabalhar com diferentes áreas do conhecimento em situações contextualizadas, ampliando saberes.


A temática da Copa do Mundo de futebol foi um assunto muito frequente no cotidiano das crianças durante o primeiro semestre. Por esta razão ficou acordado entre o grupo de professoras e gestão escolar a substituição da tradicional “Festa Junina” pela “Festa das Nações”, ocasião em que todas as turmas da escola apresentariam uma dança típica de algum país escalado para o mundial.

O Japão foi escolhido para as crianças do 2º ciclo inicial e final como país a ser representado na festa. Porém, as professoras elencaram ser de fundamental importância repertoriar as crianças acerca de algumas características e tradições da cultura japonesa, tendo para tanto a cultura brasileira como referência, objetivando despertar o respeito pela diversidade cultural e racial entre os povos.

Desta forma, foi realizado um projeto interdisciplinar e em parceria entre as duas turmas. O trabalho teve início com uma roda de conversa para as crianças socializarem o que já sabiam sobre o Japão. Surgiram assim relatos que o país é do outro lado do mundo e que a população possui “olhos puxados”. Utilizando o Mapa-Mundi como recurso as crianças conheceram a localização geográfica do Brasil e Japão. Estabeleceram comparações entre os tamanhos territoriais de ambos e a distância. O envolvimento e questionamentos das crianças possibilitou ainda uma conversa sobre o dia e noite.

A bandeira do Japão foi apreciada pelas crianças em comparação com a do Brasil. Após observação e conversa sobre os seus significados, as crianças confeccionaram suas bandeiras utilizando moldes vazados com formas geométricas. Nesta atividade, além da criatividade a solidariedade também foi contemplada. As crianças do 2º ciclo final auxiliaram as crianças do 2º ciclo inicial a realizar a pintura.

As crianças apreciaram o vídeo musical “Cocoricó no Japão” que apresenta diversos elementos da cultura japonesa, como banheira de ofurô, origami, alimentação, vestes e idioma. Todos esses aspectos foram trabalhados estabelecendo comparações com a cultura das crianças.

Para contemplar o estudo sobre a alimentação no Japão as crianças brincaram de restaurante, preparando Sushi e Sashimi com massinha. Vivenciaram também, simbolicamente, a experiência de comer com “hashi” ao invés de talheres.

O registro escrito por meio de símbolos foi bastante intrigante para as crianças, sobretudo quando comparado com as letras do alfabeto.

A finalização deste trabalho aconteceu na Festa das Nações com a apresentação de dança. Nesta data as crianças vestiram-se de quimono, chinelo e meias, conforme a tradição deste povo.

Durante toda a realização deste projeto as crianças se envolveram com as propostas e assuntos em estudo. O projeto possibilitou o trabalho com diferentes áreas do conhecimento em situações contextualizadas e do interesse das crianças, que se mostraram curiosas e envolvidas em todas as etapas deste estudo.


Durante a apresentação:

  • Questões indicadas pelos participantes
  • Envolvimento dos alunos
  • Sugestões do grupo ao trabalho apresentado

Leitura de gráficos

Professora Flávia de Oliveira Lima Coelho
EMEIEF Professora Maria da Graça de Souza

2º ano - 1º ciclo

Objetivos:
  • Compreender a utilização de um gráfico de barras na confecção de um objeto (broche da bandeira do Brasil);
  • Trabalhar importantes conceitos matemáticos na prática (contagem, comparação de quantidades, localização espacial na organização do gráfico e simetria).

Aproveitando a chegada da Copa do Mundo, trabalhamos o projeto multidisciplinar durante o 1° semestre “Festa das Nações”, focado nos conteúdos de conhecimento das características de alguns países (nome, localização, governo, meio ambiente, bandeiras, etc).

Abordando o tema bandeiras e gráficos, elaborei com o grupo a confecção de um broche de alfinetes e miçangas representando a bandeira do Brasil.

Iniciamos com uma roda de conversa sobre as características da bandeira nacional, as cores e o significado de cada uma delas, os dizeres no centro e outras curiosidades. Foi apresentado o broche e juntos o desmontamos e realizamos a contagem e o registro das miçangas de cada cor e dos alfinetes, construímos um gráfico para organizar as informações e facilitar o trabalho.

A turma foi dividida em grupos para melhor acompanhamento, enquanto eu trabalhava com um grupo, os outros realizavam atividades diversificadas. Tendo o gráfico como referência, confeccionamos o broche. Não preciso dizer que foi um sucesso!


Durante a apresentação:

  • Questões indicadas pelos participantes
  • Envolvimento dos alunos
  • Sugestões do grupo ao trabalho apresentado

Apresentação: Leitura de Gráficos (ver)

Oralidade na Educação Infantil

Professora Ana Paula Sarti e Silva Rodrigues
EMEIEF Professora Maria da Graça de Souza

1º Ciclo Final

Objetivo: Ampliar a oralidade nas crianças da Educação Infantil


No inicio do ano ao assumir a turminha de 3 anos ( 1º ciclo final da EI), notei a necessidade de um trabalho voltado para a expressão oral das crianças. Então, com o principal objetivo de ampliar a oralidade deste grupo, dei início a um pequeno projeto de música.

Suas etapas se deram de acordo com as necessidades do grupo, como também sua aceitação. Primeiramente selecionávamos uma música a cada 2 semanas, e com a aceitação e desenvolvimento do grupo, hoje estamos fazendo 1 por semana.

Ao realizar este projeto, notei que não apenas a oralidade teve ganho, mas também a retomada de cantigas de roda que há muito se perderam, bem como o lado artístico e criativo dos alunos, tornando possível a experiência com diversas formas de desenhos e materiais, como tinta, giz, colagem entre outras.

Nossas rodas de música ficaram mais ricas e divertidas, percebi também um grande avanço nos momentos das rodas de conversa, os alunos estão falando mais e melhor, além de se concentrarem por mais tempo.

Gostaria de ressaltar que o projeto está em andamento e terá como produto final, além de um portfólio com atividades sobre as músicas do projeto, um CD com as mesmas cantadas pelos alunos.


Durante a apresentação:

  • Questões indicadas pelos participantes
  • Envolvimento dos alunos
  • Sugestões do grupo ao trabalho apresentado