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terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Poder escolher não é fazer o que quer.

Célia Aparecida Silva, Vânia Tupan Lalli

EMEIEF Monsenhor João do Rego Cavalcanti

2º Ciclo Inicial - Ensino Infantil

Não é nem um pouco fácil ensinar a criança a fazer escolhas justas para si mesmo e para o coletivo, não é mesmo?

Em nossa escola, pensamos em uma educação voltada para o desenvolvimento da autonomia moral dos alunos, mas é preciso lembrar que o conceito de autonomia é mais amplo que a aquisição da independência e a primeira, segundo Piaget, é construída a partir da interação da criança com os diversos ambientes sociais e durante a convivência diária, principalmente com o adulto, que ela irá mediar sua aprendizagem, contribuindo na construção de seus valores, princípios e normas.
E para facilitar esse processo, precisamos pensar em alguns princípios, tais como:
- Qualidade do ambiente, favorecendo as relações de cooperação;
- Estímulo à investigação;
- Tempo adequado e diferentes materiais;
- Registro e reflexão por parte do professor
Participar do planejamento e elaboração da rotina, escolher o livro da biblioteca circulante a ser levado para casa, participar de forma ativa de eleições promovidas na escola, escolher a atividade que quer participar durante os momentos organizados com diferentes propostas, são alguns exemplos que podem favorecer a aquisição dessa autonomia.


Ao longo do ano as crianças vão se apropriando da rotina e desenvolvem a criticidade a ponto de questionarem a organização e o planejamento da escola, possibilitando uma educação que respeita e valoriza os saberes e interesses das crianças em prol de seu desenvolvimento.



A REDE EM RODA 2015

Educação, Tecnologias e Inclusão Digital
Secretaria da Educação de Santo André / SP - Brasil

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

HORTA

NEIDE BATISTA JABUR, CARLA BERTOLOTTI FELIPE E ELAINE REGINA DA COSTA PEGORIN

CRECHE MARIA CAMPOS SANTOS

2º CICLO Inicial- Educação Infantil

Projeto Horta
Objetivo:
 Despertar o interesse das crianças para o cultivo de horta e conhecimento do processo de germinação. Dar oportunidade aos alunos de aprender a cultivar plantas utilizadas como alimentos.Conscientizar as crianças da importância de consumir alimentos saudáveis e nutritivos.

Desenvolvimento:
A creche possui espaços de terra onde outrora foram utilizados para a construção de hortas com plantação de verduras e alguns temperos. A partir dessa realidade e com o envolvimento de alguns funcionários da creche, decidimos por dar andamento nesse projeto  tão importante que é o de cultivar alimentos saudáveis.
Após uma roda de conversa, decidimos por plantar cenoura. A escolha foi feita pela versatilidade desse legume e sua utilização em diversas receitas, pois podemos ingerir a cenoura em sua forma natural em saladas, sucos, sopas ou mesmo na preparação de bolos e doces.
Foi feita  a plantação com as crianças, acompanhamos todo o  processo registrando através de fotografias. Após um mês já conseguimos visualizar algumas raminhas saltando da terra e descobertas aconteceram.
Após cinco semanas pudemos visualizar uma cenoura saltando da terra, colhemos  e degustamos.
Fizemos a colheita  total depois de noventa dias do plantio, as cenouras foram usadas para fazer bolos para a festa dos aniversariantes do mês de julho.

 Resultados obtidos/ esperados:
A criação da horta abordou diferentes conteúdos curriculares de forma significativa e contextualizada, promoveu vivências e a criação de senso de responsabilidade.

Plantar, regar, tirar matinhos, instiga a curiosidade e introduz noções de Ciências Naturais desde a Educação Infantil.

 


A REDE EM RODA 2015

Educação, Tecnologias e Inclusão Digital
Secretaria da Educação de Santo André / SP - Brasil

Conhecendo a importância da água

Renata Dansiguer Santos do Nascimento, Andréa Aparecida de Oliveira Germano
Rosangela de Lima Ferreira, Juliana Tenti, Jackeline de Oliveira, Geniclei da Silva Feitosa Inez

Creche Herbert de Souza


1º Ciclo Inicial/Educação Infantil


Objetivos:
• Valorizar o meio ambiente.
• Sensibilizar os alunos e as famílias da importância da preservação da água.
• Sensibilizar as crianças no uso consciente da água.
• Ampliar repertório e oralidade.
• Reconhecer a importância da água para a nossa vida e para o nosso corpo.
• Mostrar os lados negativos e positivos da ação do homem no meio ambiente.
• Fazer os alunos perceberem que, com gestos simples, é possível fazer muito pelo meio ambiente e ainda economizar.

Desenvolvimento do Trabalho:
Utilizamos  várias estratégias para desenvolver o trabalho como:
 rodas de conversas com o tema “Água” (para que serve a água?, onde tem água?, você usa água?, entre outras questões); dinâmica com a música “Quando eu era um peixinho”, onde todos assistiram ao vídeo e em seguida  acompanharam o ritmo da música com instrumentos e objetos do dia a dia; atividade da Gotinha Feliz e Gotinha Triste, onde as crianças olharam figuras contendo cenas com o uso correto e incorreto da água e com ajuda dos educadores colocaram as gotinhas felizes ou tristes nos respectivos lugares.
Para finalizar e integrar as famílias no nosso projeto, confeccionamos o Kit Interativo com jogos que foram enviados para a casa das crianças. Cada semana uma criança leva o material e registra a atividade em família através de fotos, desenhos ou relatos escritos.

Resultados:
• Sensibilização por parte dos alunos e dos pais quanto ao uso consciente da água;
• Ampliação do repertório e oralidade;
• Conscientização da importância da preservação do meio ambiente.



A REDE EM RODA 2015

Educação, Tecnologias e Inclusão Digital
Secretaria da Educação de Santo André / SP - Brasil

A água e o lixo,um problema de todos nós

Maria Sara Cardoso Galvão do Amaral, Talita de Paula Brandão, Elisabete Aparecida Pereira de Souza, Fabiana Monique Custódio Alves

Creche Herbert de Souza

II Ciclo Inicial


OBJETIVOS:
Valorizar atitudes de manutenção e preservação dos espaços coletivos e do meio ambiente. Conhecer os fenômenos da natureza referentes à água (rios, chuvas, etc.) e os fenômenos não naturais como por exemplo, a produção de lixo que tem aumentado muito na sociedade moderna. Conscientizar  do papel do homem na preservação dos rios, lagos e mares e da natureza em geral. Perceber a dependência dos seres vivos em relação ao meio ambiente. Reconhecer a ação do homem na transformação do meio ambiente, principalmente no que diz respeito à poluição e à degradação da natureza.

DESENVOLVIMENTO DO TRABALHO:
Abordamos o tema em diversos momentos da rotina: através de rodas de conversas; vídeos; pesquisas de campo com passeio ao entorno da creche para observação e coleta do lixo; separação dos materiais coletados; atividade do rio limpo e rio sujo, entre outras.
Para finalizar e integrar as famílias no nosso projeto, realizamos uma oficina de brinquedos com sucatas.

RESULTADOS:
• Sensibilização por parte dos alunos e das famílias quanto a importância da preservação do meio ambiente, a reciclagem e a reutilização de materiais.  
• Ampliação do repertório e oralidade.


Observação: Destacamos que essa experiência surgiu a partir da participação da professora na Rede em Roda 2014, conforme relato na abertura da sua apresentação.



A REDE EM RODA 2015

Educação, Tecnologias e Inclusão Digital
Secretaria da Educação de Santo André / SP - Brasil


quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

CIDADANIA

Gabriela Potti Cerqueira / Talita Yosioka Collacio e  Wendel Camargo Mendes 

CPFP Armando Mazzo 

EJA II
Cidadania: do Orçamento Participativo a uma Educação para o Trabalho

Diante da importância do protagonismo do educando  como mediador do conhecimento, o projeto desenvolvido pelos professores da EJA-II Gabriela Potti Cerqueira, Talita Yosioka Collacio e Wendel Camargo Mendes, com foco em cidadania, tem o intuito de promover a reflexão sobre os mecanismos de participação e gestão da população, com vistas aos seus direitos e deveres fundamentais em diversos âmbitos da vida social.
Iniciado no primeiro semestre de 2015 com a então turma de 3º Termo do CPFP Armando Mazzo e atualmente 4º Termo, o projeto teve sua etapa inicial centrada nos principais instrumentos contidos no Orçamento Participativo de Santo André e no Estatuto das Cidades. Nessa fase, os educandos foram estimulados a refletir criticamente e a intervir na realidade a partir de conceitos e textos veiculados na mídia sobre cidadania.
A experiência inicial em torno dos instrumentos contemplados no Orçamento Participativo suscitou outras discussões acerca de temas em pauta na mídia, como o ECA e a questão da maioridade penal, a mudança de currículo do Ensino Médio do Estado de São Paulo e a votação da PEC 4330 (Lei das Terceirizações).
O interesse do grupo em discutir questões trabalhistas deu origem à segunda etapa do projeto, voltada à Educação para o Trabalho. Ao encontro da necessidade de fomentar uma perspectiva ética, política e filosófica em conformidade com o ideal de emancipação da classe trabalhadora, os encontros têm foco no protagonismo e convidam o educando a desenvolver seu posicionamento crítico e reflexivo por meio de discussões de textos, documentários, músicas e todo tipo de material que possa despertar a consciência de seu papel na sociedade do trabalho.



A REDE EM RODA 2015
Tecnologias e Inclusão Digital
Secretaria da Educação de Santo André / SP - Brasil

domingo, 7 de dezembro de 2014

Xerifes da Natureza

Professora Nádia Gonçalves
Creche Heitor Villa Lobos

1º Ciclo Final

No início do ano letivo houve um grande interesse dos alunos pelo livro “O Mundinho”, então decidimos trabalhá-lo construindo um “livrão”, usando o texto original da autora e ilustrações feitas pelo grupo coletivamente através de diferentes composições plásticas.

Durante a construção trabalhamos os conceitos meio ambiente e do universo, além do esquema corporal, características pessoais e individuais. Objetivo era que o resultado fosse a mudança de comportamento dos alunos com relação à preservação do meio ambiente, assim tivemos a ideia do Xerifes da Natureza.

Para o desenvolvimento dos projetos, iniciamos trabalhando os 3R (Reciclar, Reduzir e Reaproveitar), no decorrer do ano, diariamente o "xerife" era sorteado e tinha a responsabilidade de auxiliar em casa e na escola, a separar a reciclagem, fiscalizar alunos, funcionários e familiares quanto a redução de consumo de água e energia elétrica, cuidados com plantas, animais e preservação do meio ambiente de modo geral. Para finalizar o projeto cada criança recebeu um certificado de xerife da natureza, uma medalha e uma foto lembrança.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Projeto Vida

Professora Gislene Benedetti Crisov
EMEIEF Professor Paulo Freire

2º Ciclo Final - Educação Infantil

O objetivo principal do Projeto Vida é instigar a curiosidade e a criticidade das crianças, através da oralidade, permitindo que os pequenos levantem suas hipóteses acerca de suas próprias indagações.

O projeto envolve também um movimento de pesquisa em que a família participa ativamente. O professor é um mediador nesse processo de construção do conhecimento.

Segundo a professora, “É um projeto que está sendo construído pelas próprias crianças, que apontam o caminho a seguir”.

Nesse projeto a questão da água e sua importância para a vida do planeta foi tratada com os pequenos de maneira bem pontual.

Para não perder a ludicidade da Educação Infantil, a professora proporcionou aos alunos momentos muito divertidos que aconteceram na “Sexta-feira especial”, como o “Dia do pijama”, que abriu a discussão “Por que necessitamos de algumas horas de sono?” e o “Dia do Baile” onde os questionamento e pesquisa foram sobre “Por que nos movimentamos?”

Jogos pedagógicos na sala de aula

Alexandra A. Liberato Trevisan e Maria Matilde Antonelli
EMEIEF Carolina Maria de Jesus

Trata-se de uma experiência desenvolvida com os alunos dos terceiros anos do Ensino Fundamental I, a partir do pressuposto de que os jogos oferecem inúmeras possibilidades de melhorar o raciocínio lógico das crianças durante o envolvimento dessas atividades em sala de aula.

Os jogos foram confeccionados pelas alunas do Curso de Pedagogia do CUFSA (Centro Universitário Fundação Santo André) participantes do PIBID (Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência), em parceria com a professora titular da classe. No intuito de aguçar a curiosidade das crianças, os jogos foram depositados em um carrinho intitulado “Hora do Jogo”. Enquanto jogam, as crianças planejam ações, projetam e criam estratégias próprias para resolução encarando o “erro” como forma de aprender novos conceitos.

Os resultados mostram que, para serem bem sucedidos, os jogos na sala de aula devem contar com planejamento, objetivos e intencionalidade. O “olhar” atento do professor permite subsidiar o processo com intervenções pedagógicas de intensificar ou diminuir os desafios para que as crianças se sintam motivadas a ultrapassar as etapas. É nesse ambiente de ações e trocas que as crianças “aprendem a respeitar regras, a exercer papéis diferenciados e controles recíprocos, a discutir, a chegar a acordos” (PARRA; SAIZ, 1996, p. 223).


Sequência didática do livro “O Mundinho”

Professor Flavio Gomes Sousa Viener
Creche Professora Adalgisa Boccacino Pinheiro de Faro

Objetivo: Conscientizar as crianças sobre a poluição do mundo.


A sequência didática foi planejada utilizando o livro “O MUNDINHO” da autora Ingrid Biesemeyer Bellinghausen.

Após a leitura do livro, as crianças foram estimuladas a falarem sobre a sujeira nas ruas da cidade. Logo apareceram falas significativas como: "Eu jogo papel de bala no chão". Alguns falaram frases similares; outros disseram que Deus não gosta ou que o mundinho ficará triste.

Em sala mostrei as duas ilustrações com as quais iríamos trabalhar: O mundinho feliz e o mundinho triste. Disseram: "sujeira".

Algumas crianças levaram para o plano das atitudes como bater nos colegas. Falei que iríamos fazer um passeio pelo entorno da escola e recolher o lixo jogado na calçada e que esse lixo iria compor o painel do mundinho triste.

Nos dias seguintes pintamos o fundo dos dois painéis.

O passeio foi muito significativo. Para as crianças foi como se estivessem vendo aquela sujeira pela primeira vez e não gostaram do que viram, de saber que parte daquilo fora jogado por crianças. Alguns se frustraram, pois achavam que iríamos passear de ônibus.

Para finalizar a sequência expusemos os painéis e os alunos apresentaram a diretora.

Durante todo o processo estimulei e percebi mudanças com relação ao uso da água. Diziam: "Fecha a torneira senão o mundinho fica triste".

O desafio das relações interpessoais no ambiente educacional

Professora Elza Luiza Villalva Barbosa
Creche Professora Adalgisa Boccacino Pinheiro de Faro

Objetivo: Mostrar que é possível ter uma boa convivência escolar.


Vivemos em um mundo heterogêneo e complexo, que por um lado ressalta a beleza aqui encontrada, e por outro, nos faz questionar se realmente há possibilidade de convivermos com tantas diferenças.

Existem vários estudos e filosofias quanto as diferenças dos seres humanos, dentre elas com um grande índice de apoio e concordâncias, está a teoria dos temperamentos que classificam as pessoas em quatro: fleumáticos, sanguíneo, coléricos e melancólicos. O autor Tim Lahaye (2004) realizou uma série de estudos e esmiuçou seus apontamentos que ainda que seja mais uma teoria, assemelha-se ao real nos fazendo refletir quem somos, o que podemos melhorar e como entender o outro para então, convivermos em harmonia independente se gostamos ou não do jeito do outro.

A profissão educacional é uma das quais estamos expostos a todos os tipos de pessoas, sejam elas: crianças, colegas de trabalhos, pais, comunidades e autoridades superiores; Nesta profissão independente do nosso temperamento podemos buscar um bom relacionamento com todos, ainda que a pessoa que está a nossa volta não corresponda ao tipo de pessoa que se daria melhor com este ou aquele indivíduo.

Sendo assim, é possível evitar-se situações que desestruturem o ambiente escolar, na medida em que os envolvidos se conheçam e se façam conhecer para que juntos alcancem um ambiente maduro e acolhedor para todos independente de suas particularidades, ou seja, conquistar sem guerrear.

Inventariando as Árvores da Escola

Professoras Catarina Ap. Molero Loverra e Rejane M.S. Lins
EMEIEF Professor José do Prado Silveira

Educação Infantil e Ensino Fundamental

Temos na Unidade Escolar um espaço verde bem vasto, com uma grande variedade de árvores, muitas destas, frutíferas, variando de 15 a 25 anos de idade, as quais foram plantadas anos atrás, por alguns moradores, vizinhos da escola. Consideramos um patrimônio valiosíssimo para esta nova geração escolar que ainda não tinha se apropriado das diversas espécies existentes.

Nosso objetivo principal, portanto, seria catalogar as árvores, deixar registrado sistematicamente para futuras consultas. Resolvemos, então, produzir um livro: contando a história das árvores, através da entrevista com os moradores que as plantaram. Incluímos ficha de identificação das árvores e o relato coletivo de cada turma sobre o que observaram e aprenderam no decorrer do projeto.

Em 29 de novembro publicamos o livro, com manhã de autógrafos. Homenageamos os moradores que as plantaram, a comunidade escolar pode passear pelo espaço, conhecendo um pouco de cada uma.

Além da publicação do livro, alcançamos outros objetivos didáticos perceptíveis em nossos alunos:

  • observar, cuidar e apreciar a natureza;
  • ser responsável com o espaço escolar;
  • valorizar a memória local;
  • aprender com os mais velhos;
  • levantar hipóteses; investigar;
  • realizar pesquisas;
  • fazer registros (do desenho ao convencional, de acordo com a faixa etária);
  • conhecer diversos gêneros textuais (entrevista, poesias, relatos e ficha de identificação das árvores).

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Posse responsável

Professora Adriana Souza dos Passos Viana
EMEIEF Tarsila do Amaral

O ponto de partida do nosso trabalho foi o projeto coletivo da escola chamado Semeando Valores, que traz como tema das discussões os valores, as atitudes e ações de cidadania. De outro lado, a Educação Infantil necessita trabalhar temas que sejam de interesse dos alunos, assim a temática Bichinhos de Estimação é bastante significativa para eles, já que um bichinho de estimação requer cuidados, atenção, carinho e responsabilidade (posse responsável).

Com o objetivo de discutir e vivenciar valores e atitudes, de forma lúdica e prazerosa, nossa turma adotou uma cachorrinha de brinquedo. Nossa mascote, que recebeu o nome de Pipoca, passou a receber os cuidados das crianças como se fosse de verdade. Toda semana, um aluno era o responsável por levá-la para casa e ter todos os cuidados necessários, junto com as famílias, que também participavam realizando registros: escritos, desenhos e fotos.

Ao longo do projeto, aconteceram rodas de conversa em que as crianças discutiram sobre temas como responsabilidade, respeito, cuidados com o próximo, dignidade, afeto, carinho, ações de cidadania, etc. O envolvimento das crianças e das famílias foi total e nossa mascote "criou vida", passando a se constituir como um membro da turma. Percebemos que, ao final do projeto, as crianças passaram a agir de forma mais responsável e cuidadosa, transformando as ações do grupo.


OP Criança: cidadania na creche

Professoras Elaine Rodrigues Nantes Santos e Vilma Aparecida de Barros
Creche Professor Antônio Oliveira

1º Ciclo Final - Educação Infantil

O Projeto, intitulado “OP Criança: cidadania na creche”, teve o intuito de trabalhar a identidade das crianças, fazendo com que elas se reconhecessem enquanto ser social, com direitos, mas também com deveres; e oferecer oportunidade de exercer participação social, popular e cidadã, percebendo e indicando demandas para seu bairro, cidade e para a área da educação, a fim de contribuírem na conquista de seus direitos e de melhores condições de vida e entendendo que a participação se dá como processo contínuo e não como um evento.

Inicialmente, tivemos que subsidiar as crianças, levando-as a conhecerem seus direitos e deveres, enquanto cidadãos mirins. Para essa primeira etapa, utilizamos histórias e materiais ilustrados sobre o tema. Uma das histórias foi a da autora Ruth Rocha, intitulada “Os direitos das crianças, segundo Ruth Rocha”, da Editora Companhia das Letrinhas. As crianças compreenderam esse conteúdo.

Os alunos do 1º ciclo final da Creche Professor Antônio Oliveira aprenderam que eles, enquanto crianças constituem-se em seres sociais, com direitos, mas também com deveres; cidadãos que, mesmo tendo pouca idade, já podem e devem exercer cidadania e se fazer representar, opinar e levantar necessidades para o lugar onde vivem.

Durante todas as atividades, os alunos foram acompanhados através de registro fotográfico; foram registradas suas opiniões através de produções (desenhos), exposição oral com posterior registro escrito.

A participação oral foi o principal instrumento para que acompanhássemos o progresso e a compreensão dos alunos, que surpreenderam utilizando uma linguagem simples, porém objetiva e racional, ao indicarem demandas tão importantes, as quais foram observadas pelos mesmos.

O trabalho interdisciplinar no Programa Mais Educação

Professora Vivian Moreira Domingues
EMEIEF Miguel Sanches Ruiz

Apresentação musical entre as turmas do Programa Mais Educação

As atividades interdisciplinares permitem desenvolver vários eixos temáticos, estabelecendo regras, proporcionando a socialização, o trabalho em equipe pela preservação do espaço escolar e resgatando a autoestima e o respeito.

O Programa Mais Educação é um agente facilitador para o desenvolvimento de trabalhos interdisciplinares. A proposta apresentada foi a finalização de um trabalho para sensibilizar os alunos quanto a preservação da água, através da percussão corporal em conexão com o Projeto Reágua.

Esta experiência propõe trabalhar com música, educação ambiental, ludicidade, preservação da água, arte, esporte e letramento de forma prazerosa e permite que a criança desenvolva a concentração, memória e atitudes.


Combinados e resolução de conflitos

Professora Geovania de Lima
EMEIEF José Maria Sestilio Mattei

5º ano - Ensino Fundamental

Objetivo: Desenvolver reflexões e atitudes acerca dos bons hábitos no cotidiano escolar com o intuito de sensibilizar que as ações são refletidas na relação com o outro.


A professora organizou um rol de combinados a partir deste tema. Estes combinados foram construídos e firmados entre professor e alunos.

Neste sentido elencaram algumas atitudes que poderiam ou não ser “legais”, no tão famoso “cartaz de combinados”.

Com relação às aprendizagens, as aulas sempre foram planejadas baseadas em motivações, pesquisas e trocas e se por ventura alguns alunos não alcançassem os objetivos propostos, poderiam alcançá-los gradativamente a partir de toda a dinâmica que estivesse inserido e que a disciplina estaria diretamente relacionada aos avanços nas aprendizagens de todos os envolvidos.

Como disparador do trabalho assistiram o filme “Mãos talentosas”. Diante da abordagem trazida pelas cenas, os alunos perceberam que podem contar com o apoio dos professores e da família. Como a maior parte das crianças gosta de dançar, planejamos o “Quiz semanal” (baladinha), porém, ficou acordado também que se houvesse algum motivo que fugisse dos combinados não haveria esta “baladinha” e que todos seriam informados, em tempo oportuno, sobre o motivo. Mais uma proposta foi realizada com a turma: o desenvolvimento do teatro – “Menina Bonita do Laço de Fita” com o intuito de trabalhar as diferenças e sua relevância na relação com o outro. Outra ação importante foi a organização de grupos de estudos matemáticos onde por meio de avaliações e observações realizadas durante a rotina escolar, os alunos foram agrupados de acordo com os saberes de cada um. Enfim, a professora trabalhou com a pedagogia da dialogicidade como uma prática na resolução dos nossos conflitos. Outra ação importante e relevante foi os alunos envolvidos no planejamento e replanejamento das ações desenvolvidas em nosso cotidiano. Esta postura e consciência aos poucos foram se estabelecendo e se firmando. Os alunos perceberam a importância de sua participação, envolvimento e da sua co-responsabilidade no processo de ensino e aprendizagem.

Os ganhos foram muitos e os resultados são mensuráveis em todo o convívio e desenvolvimento cognitivo da turma.


Durante a apresentação:

Alguns professores de Educação Física relataram que este trabalho com regras e combinados reflete nas aulas corporais onde requer também respeito e cooperação das crianças durante as aulas.

A professora Vilma da creche parabenizou o trabalho apresentado pela professora e disse ter aprendido muito com ela.

Outra professora presente validou o trabalho apresentado no que diz respeito a importância de se desenvolver a reflexão sobre atos e atitudes e suas consequências dentro de uma relação coletiva.

Conselho Mirim

Professora Thabata de Carvalho Viajante
EMEIEF Professora Maria da Penha de Almeida Manfredi

Objetivo: Despertar o papel de cidadão proporcionando uma eleição democrática e transparente.

A eleição do conselho mirim em 2013 se deu de forma democrática, com a participação efetiva de todos os alunos da escola.

Todos os alunos que tinham intenção puderam se inscrever como candidatos. Os alunos-candidatos articularam seu projeto de campanha com todas as turmas, socializando as intenções de trabalho, por cartazes e apresentações orais.

A fim de garantir uma eleição de forma transparente e de aproximar o exercício de cidadania das crianças com a realidade do adulto, surgiu a ideia de realizar uma eleição eletrônica.

Sendo assim, com o apoio do programa Excel, criei um sistema de votação que possibilitou inserir as fotos dos alunos-candidatos e a cada click na foto, acrescentava-se um voto ao candidato escolhido, permitindo assim que o processo eleitoral ocorresse de forma secreta e com contagem eletrônica.

Após todos os alunos votarem, o processo é finalizado pelo sistema que traz um relatório de contagem e porcentagem dos votos adquiridos por cada candidato. Esse relatório foi divulgado em cartaz para todos da escola.

Essa experiência nos proporcionou um olhar mais atento quanto ás habilidades e saberes que nossas crianças tem, pois em todo decorrer do processo, foi interessante observar que os alunos mais votados foram os que tinham melhor articulação no discurso em campanha, que se utilizaram de variadas estratégias para alcançar o objetivo.


Brincadeiras, descobertas e muita diversão!!!

Professora Luciana Silva Gongora dos Santos
Creche Brasil Marques do Amaral

1º Ciclo Inicial - Educação Infantil

Resumo: Trabalhamos com dois Projetos: Identidade, Contos de Fadas e uma sequência de atividades sobre música.


A atividade disparadora que nos deu subsídios para iniciarmos as sequências de atividades foi o conto de fadas dos 3 Porquinhos, pois este conto nos possibilitou a exploração de instrumentos musicais (violino, piano e a flauta), que eram utilizados pelos personagens do conto, no decorrer apresentamos e exploramos os sons de outros instrumentos, através de apresentação de violino realizada pela educadora Mirian, exploração dos instrumentos musicais da bandinha da escola, atividades de sons produzidos pelo próprio corpo, apreciação e escuta de diversos sons.

Os contos de fadas contagiaram as crianças, possibilitando diversos aprendizados tais como: o desenvolvimento da oralidade (rodas de conversas, gravações de áudios, contação de histórias (utilização de fantasias, máscaras, pelos adultos e pelas crianças), momentos lúdicos, culinárias.

Realizamos diversos momentos em que contávamos histórias com a utilização de fantasias, máscaras, pelos adultos e pelas crianças, estes recursos significavam estes momentos e traziam magia para o imaginário das nossos pequenos.

Trabalhamos a identidade dos alunos com a utilização de diversos recursos, tais como: identificação dos objetos e pertences das crianças, colmeia com respectivas fotos e nomes, chamadinha diária com recurso gráfico, incentivar as crianças chamar o colega e educadoras pelos seus respectivos nomes (extinção da nomenclatura Tia), atividades lúdicas cantigas em que sejam inseridos os nomes de todos, confecção do tapete com fotos individuais e coletiva.

O teatro do conto da Branca de Neve ganhou destaque na sequência de atividades realizadas pelo conto, pois antes de fazermos o teatro contamos a história com a utilização de diversos recursos leitura de livros, visualização do filme, fantoches, escuta de gravações, contação da história com máscaras e fantasias, quando realizamos o teatro para apresentarmos aos demais alunos da unidade escolar e no dia da família as crianças estavam familiarizadas ao conto, sabiam o tempo que deveriam entrar em cena e suas respectivas falas.

Estamos trabalhando algumas atividades relacionadas as partes do corpo, através de desenhos, colagens, fotografias e músicas, após vivenciarem estes momentos de muita aprendizagem de forma lúdica e envolvente, a maioria das crianças conseguem identificar e algumas nomeiam as partes do corpo humano.

Vale ressaltar que além das atividades relacionadas as sequências de atividades (músicas, contos de fadas), Projeto identidade ainda temos as atividades permanentes que ajudam organizar o pensamento das crianças e também oportunizam a participação no momentos da construção da rotina.

A realização dos projetos apontados foram significativos para as crianças contribuindo para o desenvolvimento do grupo como um todo, muitas aprendizagens que merecem ser compartilhadas.

Organização da rotina na Sala de Recursos Multifuncional

Professora Kelen Cristina Silveira Santos
EMEIEF Professora Maria da Penha de Almeida Manfredi

Sala de Recursos Multifuncionais

Objetivos:
  • Apresentar a organização da Sala de Recursos Multifuncional na rede de Santo André;
  • Explorar as possibilidades de trabalho com os alunos com deficiência na SRM;
  • Apresentar a organização da rotina na SRM.

Organizar a rotina nos atendimentos da SRM é de suma importância, pois é um objetivo e uma estratégia. Um objetivo, pois a rotina organizada e estruturada otimiza o tempo, facilita a organização de uma prática didática variada, que atenda as necessidades de aprendizagem de todas as crianças, organiza as crianças na medida em que antecipamos o que iremos fazer, diminuído a ansiedade do inesperado. É uma estratégia, pois com a apresentação/construção da rotina trabalhamos comunicação alternativa ou aumentativa, leitura, identificação de imagens, figuras e objetos, autonomia no ambiente escolar, conceitos como antes, agora e depois.

Para a organização da rotina usei neste, primeiro semestre, três modalidades organizativas: atividades permanentes, sequenciadas e independentes. Ao apresentar estas atividades e a relação das mesmas com o desenvolvimento das crianças demonstro as possibilidades de trabalho com estes alunos que podem ser estendidos para a sala regular, sendo assim uma parceria que irá contribuir com o sucesso do trabalho.


Jogos matemáticos

Professora Bruna Fernanda Silva
EMEIEF José Maria Sestilio Mattei

1º ano - Ensino Fundamental

Objetivo: Desenvolver o raciocínio lógico matemático pelo uso de materiais manipuláveis


A professora apresentou dois jogos matemáticos:


1º Jogo: Calculadora de adição com garrafa pet

A calculadora é feita com garrafa pet, sendo que a base é 10. A criança coloca a quantidade de pinos de um lado da conta, coloca o dedo no sinal de mais e do outro a segunda parte da operação, depois retira o suporte e tem o resultado, como mostra a foto.


2º Jogo: Jogo de percurso adição e subtração

O jogo consiste em a criança jogar o dado que tem quatro cores diferentes e em dois lados as quatro cores juntas. A partir da cor que jogou, a criança retira o envelope e resolve a operação, por cálculo mental ou utilizando tampinhas/palitos. Um jogador definido previamente fica com a tabela de respostas e será o líder neste momento. Esta dinâmica é revezada posteriormente.

As operações inicialmente são de adição e subtração, o que para os outros anos podem ser adaptadas com os demais algoritmos (multiplicação e divisão).

Um dos objetivos do jogo é chegar ao centro com as quatro tampinhas das do percurso de quatro cores.


Durante a apresentação:

Alguns professores sugeriram variações e levantaram ideias de tornar os jogos oportunizando um grau de complexidade maior para atender as expectativas e interesses dos alunos mais velhos.

Ressaltaram ainda que esta prática deveria ser inserida na rotina dos professores de maneira mais efetiva, pois cria contextos de troca de saberes, cooperação e respeito entre o grupo.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

A importância da rotina na creche

Professora Maria Lúcia Mendonça
Creche Professor Manoel Campestrini

Objetivo: Socializar com os educadores a importância de se estabelecer uma rotina com o grupo a fim de conseguir desenvolver um trabalho de qualidade junto as crianças.

A organização de uma rotina na creche é a parte fundamental para se conseguir estabelecer um trabalho de qualidade.

Ao pensar na rotina devemos ter claros quais são os momentos que devem estar presentes todos os dias como: acolhimento, momentos das refeições, higiene, atividades direcionadas, as rodas de conversa, música, história e o momento do descanso (soninho das crianças do período integral).

O momento de acolhimento é um dos que merecem maior destaque, pois se a criança se sente acolhida no início ela conseguirá adaptar-se facilmente a rotina do grupo, por isso o olhar do Educador para esse período é fundamental no que se refere à sensibilidade de estar atento às crianças, como um exercício de descoberta de quem são aquelas crianças, suas histórias de vida e de família.

Para que o lúdico contribua na construção do conhecimento faz-se necessário que o educador direcione toda a atividade e estabeleça os objetivos fazendo com que a brincadeira tenha um caráter pedagógico e não uma mera brincadeira, promovendo, assim, interação social e o desenvolvimento de habilidades intelectivas.