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terça-feira, 18 de outubro de 2016

Teatro como integração entre as matérias e meio para discutir gênero

Francine Machado de Mendonça


EMEIEF Professor Darcy Ribeiro, EMEIEF Madre Teresa de Calcutá e EMEIEF Vereador Manoel de OLiveira.



A REDE EM RODA 2015
EJA II


Utilizar a linguagem teatral ajuda os educandos a perderem continuamente a timidez, a desenvolverem e priorizarem a noção do trabalho em grupo, a se saírem bem de situações onde é exigido o improviso e a se interessarem mais por textos e autores variados.
Através do teatro realizamos um exercício de cidadania e através desta prática ampliamos o repertório cultural dos nossos educandos.

Como surgiu a ideia de trabalharmos com o teatro?
A ideia foi explorar as artes cênicas com os educandos do 4º Termo, do semestre passado, que de algum modo se encantaram e pediram ao realizador do projeto na ocasião, Leonardo Formaggi, que também lecionava Ciências, para utilizarem o teatro nas discussões que faziam sobre violência contra as mulheres.
Nestas aulas foram explorados jogos e leitura dramática, a contextualização teórica sobre Augusto Boal, o Teatro do Oprimido, Vianninha e Brecht e ensaiadas as cenas deles.

Como queriam realizar duas cenas discutiram a violência doméstica e  a que acontece nos transportes públicos .  Sem ver conexão entre ambas situações, a arte educadora, jornalista  e professora Francine Machado editou dramaturgicamente os esquetes que os educandos haviam criado, fundindo as encenações deles e ensaiando em grupo.

Após estas conexões entre as aulas de artes e de projetos, a finalização aconteceu no pátio da escola com a participação de todos os integrantes das Unidades Escolares.



Educação, Tecnologias e Inclusão Digital

Secretaria da Educação de Santo André / SP - Brasil

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Feira de Problemas

Professora Caroline Pereira Mesquita
EMEIEF Vereador Manoel de Oliveira

Nesta atividade as crianças vivenciaram a compra e a venda de itens nas bancas de feira montadas por elas mesmas.

Com o objetivo de consolidar o domínio pelas quatro operações matemáticas, o lidar com o sistema monetário e o raciocínio lógico, bem como o desenvolvimento do repertorio linguístico e de ideias, a atividade propiciou a socialização e a aprendizagem através das práticas do cotidiano como sugere Paulo Freire.

As crianças elaboraram as placas e discutiram os valores a serem postos para cada item a ser vendido nas bancas.

Depois foram divididas em dois grupos, os compradores e os vendedores. A professora explicou as propostas da atividade, em que a banca vencedora seria a que obtivesse maior lucro e o comprador vencedor seria quem obtivesse maior número de itens comprados, portanto, teriam que pechinchar e ao final da atividade, calcular os valores conquistados.

Durante a atividade as crianças discutiram, desenvolveram estratégias e pensamentos.

A atividade foi significativa e todos os alunos, com dificuldades de aprendizagem em matemática ou não, perceberam-se capazes no desenvolvimento dessa disciplina.

Vivências indígenas

Professora Piéra Cristine Varin
EMEIEF Vereador Manoel de Oliveira

3º ano do 1º Ciclo - Ensino Fundamental I

Com o objetivo principal de proporcionar experiências práticas relacionadas ao universo indígena, foi planejado em parceria com outra professora da Rede (creche), Elly Chagas, o dia de vivências indígenas. Ambas fizemos esta atividade, com as adequações necessárias à sua turma.

A escolha pela prática se deu pela importância pedagógica do fazer e do experimentar para assimilação concreta de assuntos que raramente são tratados com propriedade e aprofundamento no ambiente escolar, como o caso das questões culturais e políticas indígenas.

O Dia do Índio geralmente é explorado de maneira pobre, rasa, preconceituosa e carregado de valores equivocados em relação à vida indígena: estereótipos de vestimenta, comportamentos incorporados no dia-a-dia da educação infantil (sentar de “perna de índio”, fazer “uuuuu”), nomenclaturas errôneas (conceitos índio X indígena), generalização das culturas indígenas não contemplando as singularidades das diferentes e inúmeras etnias, atividades com pouco impacto na reflexão a cerca das questões territoriais indígenas e tantas outras abordagens escolares equivocadas.

Com tudo isso em questão, foi planejada uma manhã inteira com atividades pertinentes ao universo indígena: circuito sensorial com manipulação de temperos e ervas, degustação de frutas e canto coletivo; construção de maracá; confecção de tinturas naturais com urucum, beterraba e carvão para pintura corporal, desenho coletivo e tingimento de macarrão para confecção de adornos (pulseira e colar); historias e brincadeiras indígenas pesquisadas previamente na informática. Todas as atividades tiveram registro feito por duplas de crianças e estão publicadas, junto a algumas fotos no blog da turma da Professora Elly Chagas.

Turma Brinquedolê - Vivências Indígenas